Homem agride mulher com martelo e faz filha de refém em Ipatinga

Mulher precisou pular da sacada do apartamento para pedir ajuda. Polícia Militar neutralizou e prendeu o agressor

24/11/2024 às 20:47
Wellington Fred/Arquivo DA
Ação da Polícia Militar permitiu que agressor fosse preso

Um homem de 61 anos foi preso na tarde de domingo (24) pela Polícia Militar, após agredir a esposa, de 40 anos, e fazer a própria filha, de 5, de refém, em um apartamento localizado na avenida José Júlio da Costa, no bairro Iguaçu, em Ipatinga.

O Diário do Aço apurou junto à fontes da Polícia Militar, que o agressor teve um relacionamento com a vítima por cerca de 10 anos, mas estavam separados há alguns meses. No entanto, ao retornar de Governador Valadares, a mulher voltou a morar na casa dele, com a filha, enquanto buscava uma residência na cidade.

O indivíduo também tem histórico de agressões contra ela, e que em um dos ataques anteriores, a vítima foi atendida pela Patrulha de Prevenção de Violência Doméstica de Valadares, ela já havia solicitado medidas protetivas contra o companheiro, mas não conseguiu.

A mulher, além das agressões, estaria sendo mantida em cárcere privado, pois o homem a impedia de sair do imóvel.

Dinâmica do fato
A mulher informou que o ex-companheiro saiu do apartamento na manhã de domingo comprou bebidas alcoólicas, das quais ambos consumiram. Depois de um tempo, ele dormiu. No entanto, momentos depois, o homem acordou irritado, sem motivos aparentes, e começou agredi-la com socos e chutes. Ele ainda armou-se com um martelo e desferiu vários golpes na cabeça da vítima.
Armas utilizadas pelo agressor

A filha do casal, uma criança de 5 anos, presenciou a agressão e tentou proteger a mãe, mas também foi agredida com uma martelada no rosto.

“O plano dele, de acordo com a vítima, era matar a filha na frente da ex-esposa, para ela sofrer, e depois ele também mataria a mulher, e na sequência, ele imaginava que a polícia também fosse matá-lo”, afirmou o tenente Veiga, em entrevista do Diário do Aço.

Em um momento que o agressor se abaixou, a vítima conseguiu desvencilhar-se e pulou da sacada do 2º andar do prédio para pedir socorro.

Ação dos militares
A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local do fato, policiais militares depararam-se com a porta do apartamento semiaberta, com sinais de ter sido arrombada. Ao adentrarem, os policiais viram o homem na sala com uma faca em uma das mãos e bastante exaltado, mantendo a criança como refém.

Mesmo após as ordens dadas pela equipe policial, para que soltasse a arma e liberasse a filha, o indivíduo permaneceu com a menina sob ameaça. Neste momento, um dos policiais disparou a pistola de emissão de impulso elétrico (Spark), e conseguiu neutralizar o agressor. O agressor foi rapidamente imobilizado pelos policiais, e a criança retirada do local.

"Nós tomamos a decisão rápida, porque tinha a vida da criança em risco. Tentamos negociar com ele rapidamente, mas não teve conversa. Efetuamos o disparo de pistola de pulso elétrico, e na sequência estávamos preparados com arma de fogo, para que se fosse necessário também, efetuarmos o disparo", pontuou o militar.

O tenente Veiga acrescentou que o meliante teria dito que a mulher estaria "infernizando" a vida dele, mas não deu detalhes do que motivou a agressão.

Socorro às vítimas
O Samu prestou os primeiros socorros à mãe e à filha. A mulher apresentava lesões na cabeça, rosto e hematomas no braço. Já a criança apresentava lesões no braço e hematoma no rosto.

O homem foi conduzido à UPA no bairro Canaã, onde foi atendido e teve os dardos da pistola de emissão de impulso elétrico retirados da região do tórax e abdômen. Em seguida ele foi conduzido à delegacia de Ipatinga. Ele foi ouvido e colocado à disposição da Justiça.

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