'Deixaram a raposa entrar no galinheiro', afirmou homem que morreu em explosão em Brasília

Dono de carro ligado à explosão, bolsonarista foi candidato pelo PL no Rio do Sul (SC) em 2020, mas não se elegeu vereador

14/11/2024 às 05:46
Reprodução de vídeo
Tiu França foi candidato pelo Partido Liberal (PL) ao cargo de vereador do município de Rio do Sul, Santa Catarina, em 2020

O carro envolvido na explosão ocorrida na noite desta quarta-feira (13), em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) pertence a Francisco Wanderley Luiz, conhecido como Tiu França, de Rio do Sul (SC). A família reconheceu o carro,um Kia Shuma, registrado no município de Rio do Sul (SC), em nome de Francisco Wanderley Luiz. A família reconheceu o carro pelas imagens nos sites dos jornais e o reconhecimento oficial do corpo será feito nesta quinta-feira (14).

Tiu França foi candidato pelo Partido Liberal (PL) ao cargo de vereador do município de Rio do Sul em 2020. Bolsonarista declarado, Tiu França deixou mensagens na internet que mostram que ele esteve dentro do Supremo Tribunal Federal, recentemente.

Segundo a Corte, Francisco Wanderley Luiz visitou o tribunal no dia 24 de agosto.“Deixaram a raposa entrar no galinheiro”, escreveu Francisco Wanderley Luiz.
Reprodução
'Deixaram a raposa entrar no galinheiro', escreveu Tiu Chico quando esteve no STF em agosto

“Ou não sabem o tamanho das presas ou é burrice mesmo. Provérbios 16:18 (A soberba procede a queda)”, escreveu o ex-candidato do PL.

Detonador e mais explosivos
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) confirmou que encontrou um timer – ou temporizador – junto ao corpo de Francisco Wanderley Luiz, 59 anos, que morreu ao provocar uma das duas detonações. A corporação também encontrou quatro artefatos suspeitos, que poderiam ser explosivos, junto ao corpo de Francisco. Três desses itens estavam no cinto dele, e o quarto seria um extintor – a alguns metros de distância do ponto da explosão e supostamente adaptado para estourar.

Mudanças na segurança
Em Brasília houve entendimento que a segurança muda a partir deste episódio. O aparato na capital federal não deve ser apenas proteger contra multidões violentas como as dos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. A segurança precisará estar preparada também para atos supostamente solitários, como o de quarta-feira.

Explosão e varreduras
Policiais militares fizeram durante a noite passada e madrugada desta quinta-feira uma varredura na Praça dos Três Poderes após as duas explosões perto do prédio do STF.

Em nota, o STF disse que foram "ouvidos dois fortes estrondos ao final da sessão e os ministros foram retirados do prédio com segurança". "Os servidores e colaboradores também foram retirados por medida de cautela", acrescenta. O público que participava da sessão que analisava ação sobre letalidade policial em favelas foi retirado às pressas. As explosões foram ouvidas após o encerramento da sessão.

Divulgação PCDF
No carro de Tiu França foram encontrados fogos de artifício e tijolos

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