11 de setembro, de 2024 | 11:40

Céu ''volta'' a ficar azul no Vale do Aço

Região ficou encoberto por névoa seca por efeitos das fumaças de queimada

Matheus Valadares
Comparativo entre o céu desta quarta-feira e o de quarta-feira da semana passadaComparativo entre o céu desta quarta-feira e o de quarta-feira da semana passada
Após cerca de uma semana de tempo cinza no Vale do Aço, devido às fumaças de inúmeras queimadas registradas na região e em seu entorno, o céu, finalmente, amanheceu mais azul nesta quarta-feira (11), como de costume.

Outro aspecto que muda nesta quarta, é o índice de Qualidade do Ar (AQI), calculado pela plataforma IQair. Em Ipatinga, a qualidade do ar é considerada boa, classificada em 46 quanto maior a pontuação, pior a qualidade).

Além disso, a concentração de PM2.5 é apenas 1,7 vezes o valor anual de referência para qualidade do ar da Organização Mundial de Saúde (OMS). O PM2.5 (material particulado fino) compõe a fumaça de queimadas junto a outros gases tóxicos, como monóxido de carbono (CO).

Na quinta-feira (5) passada, por exemplo, o Diário do Aço divulgou que a qualidade do ar no município era considerada “insalubre para grupos sensíveis”, com o nível de AQI em de 107.

O PM2.5 chegou a ficar 8,1 vezes maior que o valor anual recomendado pela OMS para a qualidade do ar.

Previsão
Apesar do aspecto “mais limpo” no horizonte, a previsão de calor e tempo seco permanece para a região.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia e Estatística (Inmet), a umidade relativa do ar varia entre 30% e 20%.

Entre as instruções, destacam-se a ingestão de bastante líquido, evitar desgaste físico nas horas mais secas e exposição ao sol nas horas mais quentes do dia.

Fumaça e a saúde humana
Marcos de Abreu, pneumologista da Fundação São Francisco Xavier (FSFX)/Hospital Márcio Cunha e professor da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Ipatinga, explicou em material veiculado pelo Diário do Aço durante, anteriormente, os efeitos da inalação de fumaça.

“A fumaça de incêndio é composta por gases tóxicos, monóxido e dióxido de carbono. Nesse contexto, existe uma queda do oxigênio, esses gases se ligam à molécula de hemoglobina, dificultando o transporte da molécula de oxigênio para todos os órgãos e sistemas. Além disso, existe um dano direto a todo o sistema respiratório e danos indiretos decorrentes da baixa oxigenação de todos os órgãos e sistemas, como por exemplo alterações cerebrais como sonolência, desmaios, que são decorrentes desse processo”, esclareceu.

Para pacientes com doenças respiratórias, os riscos de inalar fumaça de incêndio são ainda maiores. “Pessoas que são portadoras de doenças respiratórias crônicas, como asma, fibrose pulmonar, fibrose cística, têm um limiar mais baixo, mediante exposições e agressões das vias aéreas por fumaça ou qualquer agente externo. Esses pacientes têm que tomar um cuidado maior, tem que se proteger, evitar essas exposições de fumaça, tomar mais água, manter-se hidratado e, mediante qualquer sintoma relacionado a exacerbação dessa doença, procurar o seu médico, principalmente o pneumologista que acompanha esses pacientes”, detalhou Marcos de Abreu.

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