12 de junho, de 2024 | 07:30

Queimadas já deixaram 121 pessoas sem energia elétrica em Timóteo

Tiago Araújo/Arquivo DA
Em 2023, 1.675 pessoas na região ficaram sem fornecimento de energia devido às queimadasEm 2023, 1.675 pessoas na região ficaram sem fornecimento de energia devido às queimadas

Por Isabelly Quintão - Repórter Diário do Aço
As queimadas já foram responsáveis por provocar incidentes na rede elétrica da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), fazendo com que diversas pessoas ficassem sem o devido fornecimento de energia no Vale do Aço. Neste ano, até o momento, somente o município de Timóteo foi atingido, o que deixou 121 clientes “desligados”.

Conforme apurado pela reportagem do Diário do Aço junto à Cemig, no ano que passou, foram as outras cidades da Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) que tiveram prejuízos. Ao todo, em sete ocorrências, Coronel Fabriciano, Ipatinga e Santana do Paraíso contabilizaram 1.675 clientes atingidos.

Neste mesmo período, 200 mil mineiros tiveram problemas com o fornecimento de energia. Devido ao tempo seco, é ainda mais perigoso que esse tipo de evento se intensifique.

“As queimadas são recorrentes nessa época do ano e acabam atingindo a rede elétrica. Geralmente, a Cemig precisa esperar os bombeiros apagarem o fogo para poder atuar. Se causa falta de energia, precisa da atuação de nossas equipes, trocando estruturas queimadas e cabos que partem”, explicou a companhia ao Diário do Aço.

Queimadas podem ser consideradas crimes
Conforme divulgado pela Cemig, os equipamentos de rede elétrica, dentre eles, os postes, cabos e torres, quando expostos às queimadas, acabam prejudicados. Isso provoca o desligamento de linhas de transmissão, de distribuição e subestações e acidentes com pessoas que estão próximas às áreas atingidas.

A companhia pontuou ainda que as queimadas podem ser consideradas crimes e levar as pessoas responsáveis a serem apreendidas. Até porque uma ocorrência na rede elétrica é capaz de deixar hospitais, comércios e escolas sem fornecimento de energia. A prática é proibida conforme o artigo 54 da Lei de Crimes Ambientais, nº 9.605 de 1998.

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Prevenção
A Cemig também destacou que, como forma de prevenção, investe na limpeza de faixas de servidão, com poda de árvores e arbustos, além de remover a vegetação ao redor dos postes e torres. Inspeções em linhas de transmissão são feitas com o objetivo de identificar e mitigar riscos potenciais.

“As pessoas devem apagar com água o resto do fogo em acampamentos para evitar que o vento leve as brasas para a mata, além de não jogar pontas de cigarros acesas na estrada ou em áreas rurais. Outra atitude consciente é não deixar garrafas plásticas ou de vidro expostas ao sol em áreas com vegetação, porque estes materiais podem criar focos de incêndio. Também existem restrições para a realização de queimadas mesmo quando permitidas por lei: não devem ser realizadas a menos de 15 metros de rodovias, ferrovias e do limite das faixas de segurança das linhas de transmissão e distribuição de energia. É proibido o uso de fogo em áreas de reservas ecológicas, preservação permanente e parques florestais”, acrescentou a distribuidora.

Os residentes dos quatro municípios da RMVA e de todo o estado devem acionar a Cemig (116) e o Corpo de Bombeiros em caso de incêndio. Há, ainda, como denunciar práticas de queimadas ilegais por meio do telefone 181. A denúncia é anônima.
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