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Os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem protegido
Preso no âmbito da operação Lesa Pátria, deflagrada pela Polícia Federal, por causa dos atos de 8 de janeiro em Brasília, o fabricianense Laudenir Vieira Rodrigues, de 33 anos, conseguiu a liberdade provisória e passa a responder, fora do sistema prisional, ao processo que corre no Supremo Tribunal Federal. Ao fim da tramitação será proferida a sentença. A exemplo de outros envolvidos, que também ganharam a liberdade provisória, Laudenir Vieira deverá usar tornozeleira eletrônica e não poderá se afastar do município de residência. A saída da prisão em Coronel Fabriciano ocorreu no começo da tarde desta segunda-feira.
A partir de hoje, Laudenir deverá cumprir prisão domiciliar no período noturno e nos fins de semana mediante uso de tornozeleira eletrônica, a ser instalada pela Polícia Federal, da Delegacia de Ipatinga, com zona de inclusão restrita ao endereço indicado na audiência de custódia. Além disso, o preso terá a obrigação de apresentar-se perante ao Juízo da Execução da Comarca de origem, no prazo de 48 horas e comparecimento semanal, todas as segundas-feiras, proibição de ausentar-se do país, com obrigação de realizar a entrega de passaportes, suspensão de quaisquer documentos de porte de arma de fogo, coleção, posse ou porte de armas, fica proibido da utilização de mídias sociais e proibição de comunicar-se com outros envolvidos nos atos, por qualquer meio.
O militante bolsonarista e ex-funcionário da Prefeitura de Coronel Fabriciano, Laudenir Vieira, foi preso no dia 14 de fevereiro, após a Polícia Federal deflagrar a sexta fase da Operação Lesa Pátria, fato esse
noticiado pelo Diário do Aço. Dias antes ele tinha divulgado um vídeo dentro de uma piscina, em que criticava o Ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Neste fim de semana, uma advogada que atuava na defesa de Laudenir comemorou a liberdade provisória conquistada pelo seu assistido, que ela chamou de “preso político”.
“Foram inúmeros pedidos de relaxamentos e liberdade provisória, mas parecia que ele estava invisível no processo”, reclamou.
A Operação Lesa Pátria levou a prisão centenas de pessoas envolvidas com os atos de oito de janeiro, em Brasília, quando as sedes dos três poderes foram invadidas e bens públicos destruídos.
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O fabricianense Laudenir Vieira Rodrigues conseguiu a liberdade provisória e passa a responder, fora do sistema prisional, ao processo que tramita no STF
O objetivo da operação, dividida em várias fases foi identificar pessoas que participaram, financiaram, omitiram-se ou fomentaram os atos antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro, em Brasília.
Nesse contexto, em 14 de fevereiro, o fabricianense Laudenir Vieira Rodrigues foi encaminhado primeiro ao Ceresp de Ipatinga. Já no dia 27 de fevereiro, ele foi transferido para a Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba. Depois, foi encaminhado para o Presídio de Coronel Fabriciano.
Desde que foi preso, Laudenir recebeu visitas de pessoas ligadas às administrações municipais e lideranças políticas do Vale do Aço. Ele estava na ala LGBTQIA+ do Presídio de Coronel Fabriciano, inaugurada em junho deste ano.
Outros moradores da região Além de Laudenir, o médico Ézio Guilherme da Silva, de Coronel Fabriciano e a Ana Paula N. Rodrigues, de Ipatinga, foram presos em flagrante após os atos antidemocráticos em Brasília. No entanto, no dia 27 de fevereiro, o médico teve sua prisão preventiva revogada. Já em relação a Ana Paula, conhecidos dela informaram ao jornal que ela foi liberada e se encontra em casa, cumprindo medida judicial.
CrimesConforme o STF, os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.