Divulgação PCRS
Criminosos que agem a partir do Rio Grande do Sul aplicam o golpe dos nudes em vítimas de todo o país e coube à PC mineira atuação para desvendar um braço da quadrilha
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em ação conjunta com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS), cumpriu mandados de prisão preventiva expedidos contra quatro homens, de 24, 32, 35 e 38 anos, nas cidades de Uruguaiana e Charqueadas, naquele estado. O grupo é suspeito de aplicar o “golpe dos nudes” contra um casal de Capelinha, cidade mineira da região do Jequitinhonha, em outubro de 2021. Também no Vale do Aço a quadrilha fez inúmeras vítimas. A atuação do grupo criminoso se estendia ao território nacional, conforme os levantamentos da polícia.
Por meio de apurações da equipe da Polícia Civil em Capelinha (MG) identificou-se que os criminosos eram detentos de uma penitenciária do Rio Grande do Sul, sendo um deles oriundo do município mineiro e, possivelmente conhecia as vítimas de sua cidade.
Assim, com o apoio da 2ª Delegacia de Polícia em Cachoeirinha, no estado gaúcho, a PCMG indiciou os suspeitos por extorsão qualificada, estelionato por meio de fraude eletrônica e associação criminosa.
Após a conclusão dos trabalhos investigativos, a PCMG representou pelos mandados de prisão preventiva contra os suspeitos, que permanecerão presos, e ainda sugeriu a transferência dos indivíduos para unidades de segurança máxima.
Golpe Reprodução
Estelionatários confeccionaram até uma identidade funcional com a foto de um verdadeiro policial civil; outros membros da quadrilha tinham também uma encenação de sala de delegacia
Os investigados, conforme apurado, teriam se associado para captar imagens das vítimas, passando-se por uma mulher para iniciar os flertes nas mídias sociais (principalmente o Facebook e Instagram). A conversa sempre migra das mídias sociais para o WhatsApp e por esse aplicativo são trocadas imagens. Quase sempre a quadrilha se apresenta como pais da suposta menor de idade com quem foi trocado conteúdo erótico. Também se apresentam como o “delegado João Carlos Pinto de Abreu”. Para dar credibilidade à farsa, eles mostram uma carteira funcional da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, montada com a foto do verdadeiro policial.
Após obterem imagens de nudez das vítimas, os homens iniciavam a extorsão, exigindo valores que podem chegar a R$ 20 mil para que elas não fossem denunciadas à polícia por suposta prática de pedofilia. Os suspeitos também ameaçaram publicar o conteúdo em mídias sociais para prejudicá-las profissionalmente na cidade de Capelinha. Os criminosos chegaram a divulgar em mídias sociais a foto de uma das vítimas, sob a ameaça de novas publicações, caso o valor exigido não fosse transferido. Diante disso, a PCMG foi acionada e iniciou imediatamente as investigações.
Já públicado:
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