15 de dezembro, de 2022 | 07:10

Corpo de Bombeiros orienta população do Vale do Aço para o período chuvoso

Stéphanie Lisboa
Registro fotográfico do céu no bairro Iguaçu, em Ipatinga, na segunda-feira, minutos antes de a chuva começar Registro fotográfico do céu no bairro Iguaçu, em Ipatinga, na segunda-feira, minutos antes de a chuva começar
(Stéphanie Lisboa - Repórter do Diário do Aço)
É só entardecer que as nuvens escuras começam a se formar tomando conta do céu, acompanhadas de raios, trovões e de rajadas de vento. Nos últimos dias, o cenário descrito tem se tornado recorrente em Ipatinga. A chuva vem marcando presença constante na região do Vale do Aço, confirmando oficialmente a chegada do período chuvoso, que requer da população atenção e alguns cuidados especiais na prevenção de ocorrências.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Minas Gerais, as chuvas começam em setembro e só terminam em março. E até lá, todo o cuidado é pouco. “A população deve ficar atenta a diversas situações de riscos inerentes ao período”, alerta o capitão do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), que atua no 11º BBM, em Ipatinga, Leonardo Dias Schirm.

Sete óbitos
No estado, até quarta-feira (14), de acordo com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec-MG), foram registrados sete óbitos provocadas pelas chuvas, no período chuvoso 2022/2023. Uma das mortes é a do jovem Cleisson Izaias, de 25 anos, que faleceu após ser atingido por um raio, enquanto trabalhava na tarde de segunda-feira (12), em Inhapim.

Já publicado sobre chuvas:
-Trabalhador morre atingido por raio em Inhapim
-Chuva causa destruição e morte de idoso em Bom Jesus do Galho
-MG-760 volta a ficar interditada por causa de inundação em Baixa Verde

Recomendações
Em entrevista ao Diário do Aço, o capitão Leonardo Schirm apontou algumas recomendações para instruir a população durante o período chuvoso. Na região urbana, a orientação é para que os cidadãos fiquem atentos aos locais onde ocorrem alagamentos e inundações. Em caso de chuva forte, a indicação é evitar esses pontos e procurar um abrigo seguro.

Para aquelas pessoas que residem próximas aos cursos d’água, como rios ou córregos, o pedido também é de atenção. “Ficar atentas à elevação dos níveis das águas e, assim que identificar o aumento do nível desses córregos ou rios, deve imediatamente sair de suas casas convidando vizinhos para irem para um local mais alto”.

A população que mora próximo a encostas deve estar alerta ao aparecimento de trincas no solo, na parede dos imóveis, nos muros e também à inclinação excessiva de árvores e postes. Segundo o militar, podem ser indicativos do deslocamento de terra. “Identificando esses sinais, a população também deve imediatamente deixar o local”, informou o capitão.

Tempestades elétricas
Em caso de tempestades elétricas ou chuva com muitos raios, o bombeiro pede à população que se mantenha afastada de árvores e de aparelhos eletrônicos. Para quem vive ou trabalha na área rural, o capitão também tem instruções. “Devem ficar em local abrigado, longe de árvores, longe de cercas de arame farpado e evitar deslocar em campo aberto, pois podem ser atingidas por raios”.

Cabeça d'água
Schirm ressalta ainda que é preciso cuidado com as ocorrências de “cabeça d’água”, já que o período chuvoso coincide com o verão, época em que a população costuma procurar locais para banho, como rios e cachoeiras, na intenção de se refrescar e divertir. “É um fenômeno popularmente conhecido quando há um súbito aumento do nível das águas em decorrência de chuvas na cabeceira dos córregos ou dos rios”, explicou.
Em caso de emergência, a população deve acionar os bombeiros pelo número 193.
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