05 de dezembro, de 2022 | 17:08
Irmãs separadas quando crianças voltam a se encontrar 60 anos depois
Busca agora é por tia, que já morou na região e por prima, que ainda pode estar viva em Ipatinga
Reprodução
A busca de Marlene Arruda (à direita) a levou à sua possível irmã, Maria das Graças, em Portugal; desde 2020 elas só se conhecem pela internet e nesse mês vão se encontrar pela primeira vez depois de seis décadas separadas
A busca de Marlene Arruda (à direita) a levou à sua possível irmã, Maria das Graças, em Portugal; desde 2020 elas só se conhecem pela internet e nesse mês vão se encontrar pela primeira vez depois de seis décadas separadas As gêmeas, Marlene Tavares e Maria das Graças, de 65 anos, separadas quando ainda crianças e adotadas por famílias, nutrem esperanças para encontrar outros parentes. Em busca do elo familiar perdido no passado, as irmãs tentam encontrar uma tia, que pode residir em Betim, e uma prima, que pode morar em Ipatinga. As mulheres esbarram na falta de nomes completos e outros dados que ajudariam na busca.
Filha de Marlene, Mariana Souza Tavares explica que a única referência que têm da prima é que ela era chamada de Jovem”, explica. Caso esteja em Ipatinga e se manifeste, será uma oportunidade para que as irmãs encontrem outros familiares e conheçam seus verdadeiros nomes. Acredita-se que, no processo de doação das meninas há 60 anos, até os nomes delas tenham sido trocados.
Jovem é uma senhora negra que foi criada por pais adotivos. A mãe adotiva é a nossa tia. Chamava-se Lica Honória, era filha de Dona Maria Canuta e o pai adotivo, José Celino, filho de dona Celina. Jovem foi criada com os dois irmãos adotivos, Antônio e Maria que eram filhos do respectivo casal. A família viveu na região rural de Caratinga e depois se mudou na década de 1970 para um bairro em Betim, mas Jovem não seguiu com eles e ficou em Ipatinga. Infelizmente, não sabemos o nome de batismo ou registo ou nome dos pais biológicos. Temos a esperança de Jovem ser conhecida em alguma região de Ipatinga e entrar em contato com o jornal”, detalha Mariana Tavares.
Durante mais de 40 anos a enfermeira Marlene Arruda Tavares procurou pela família biológica. Atualmente, ela reside em São Paulo e no ano de 2020 a filha, Mariana Souza Tavares procurou a redação do jornal Diário do Aço e relatou a história. Dessa conversa saiu a notícia: Levada de sua família quando ainda era criança em Ipatinga, mulher sonha em reencontrar familiares” em junho de 2020.
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Busca por elo perdido de irmãs, separadas em doações, já passou por revirar arquivos, publicações nas midias sociais e imprensa e, depois de décadas, finalmente as irmãs se verão pessoalmente depois de seis décadas separadas
Busca por elo perdido de irmãs, separadas em doações, já passou por revirar arquivos, publicações nas midias sociais e imprensa e, depois de décadas, finalmente as irmãs se verão pessoalmente depois de seis décadas separadas Após a publicação, Marlene teve contato com sua possível irmã gêmea, Maria das Graças, que tinha residido no distrito de Cachoeira do Vale, em Timóteo e que atualmente reside em Portugal. A filha de Maria das Graças reside no Vale do Aço, viu a notícia e identificou o caso noticiado com a história que a mãe contava. Com a identificação de Maria das Graças, outras irmãs foram descobertas, conforme relatado na notícia: Depois de décadas em busca de familiares, enfermeira encontra possíveis irmãs.
Depois de alguns anos residindo em Portugal, Maria das Graças chegou no fim do mês de novembro ao Brasil e está com as filhas, no Vale do Aço. Dia 18 de dezembro, pela primeira vez, vai encontrar-se com a possível irmã gêmea, Marlene Tavares, em São Paulo. Para encerrar qualquer tipo de dúvida, dada a fragilidade da reconstrução da história dos familiares, as duas farão exames de DNA, uma vez que a distância entre elas dificultou a análise de material biológico enviado do exterior para o exame.
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Daniela Rodrigues Araújo
07 de dezembro, 2022 | 10:29Tenho uma história bem parecida minha avó tem 92 anos e sonha encontrar com uma irmã se saiu de casa por que nao aguentava ver minha vo sofrendo e foi embora nunca mais teve notícias a unica coisa q minha lembra e do nome dela de solteiro q pode ter mudado ela residia em Inhapim com o nome de Alverina dos Santos por q nasceu no dia de todos os Santos mais a minha vó nao lembra do ano ai fica difícil a busca acreditamos q ela tenha por volta de 80 anos se ainda estiver viva”