25 de maio, de 2022 | 09:30

ONG que acolheu cãozinho vítima de maus-tratos tem mais de 100 animais para adoção

Assim como Joaquim, vários cães e gatos já foram encontrados em situação de perigo e abandono, ganharam cuidados e um lar temporário

Divulgação/Arca da Fran
Na associação, os animais recebem cuidados e um lar temporário Na associação, os animais recebem cuidados e um lar temporário

Nesta semana, o Diário do Aço noticiou o caso triste e revoltante do cão resgatado pela Polícia Militar de Meio Ambiente, que foi encontrado em situação de maus-tratos no bairro Vila Celeste, em Ipatinga. O caso terminou com a prisão da dona do cãozinho e a aplicação de multa.

Assim como Joaquim, nome carinhosamente dado ao bichinho resgatado, existem muitos casos semelhantes em Ipatinga e na região. É o que conta Sara Gonçalves, diretora da “Arca da Fran”, associação que cuida e promove a adoção desses animais.

“Há muitos casos de abandono na região e relatos de animais submetidos a condições degradantes”, contou Sara. Apesar da triste realidade, ela acredita que as pessoas têm denunciado mais. “Com o aumento da conscientização da população sobre a lei de maus-tratos, aumentaram os relatos e denúncias em nossas redes sociais”.

Associação

A “Arca da Fran” é uma associação não governamental, sem fins lucrativos, localizada em Ipatinga (com unidades nos bairros Esperança, Bethânia, Vila Celeste e Canaã), e que atua na causa animal desde 2012, graças à atuação de voluntários. “É um lar temporário onde os animais são resgatados, tratados e colocados para adoção”, explicou a diretora.

Custos

Atualmente, a organização tem mais de 100 animais aguardando por um lar e, para manter e cuidar desses cães e gatos, o custo é alto. “O gasto de ração mensal fica em cerca de 400 quilos. Além da ração, tem os custos de clínicas veterinárias, material de limpeza, água e luz, vacinas, medicações, transporte dentre outros”, pontuou Sara.

O dinheiro vem das ações promovidas pela ONG e por meio de doações. “Toda atuação se dá através de doações, venda de bazar, camisa e produtos pet”, esclareceu.

Adoção

Os animais chegam à associação, na grande parte das vezes, em uma situação crítica. “A maioria dos animais estão debilitados, anêmicos e desidratados. Muitos possuem traumas devido às agressões sofridas”, descreveu Sara.

Só depois de receberem cuidados eles vão para a adoção. “Após o tratamento, vacinação e castração é que o animal fica disponível para adoção”. É aí que se abre a oportunidade de dar um novo lar a esse gato ou cão.

Para adotar um bichinho é preciso fazer contato no Instagram da associação: @arcadafran. “Para adotar é realizada uma entrevista de adoção onde é verificado se os adotantes possuem condições financeiras, espaço físico, tempo e psicológico para cuidar de um animal”, especificou.

Joaquim

O cãozinho resgatado no último domingo (22) está em atendimento veterinário, mas só poderá ser adotado após trâmites judiciais. “É necessário esperar o processo criminal e a decisão judicial para ver se o animal voltará para a dona ou se pode ser colocado para adoção”, esclareceu a diretora da ONG.

Doação

Quem deseja ajudar o trabalho realizado pela “Arca da Fran” pode fazer uma doação via PIX, a chave é o CNPJ 43105102000184. Para obter mais informações, basta acessar a página no Instagram @arcadafran.
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