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12 de abril, de 2022 | 08:41

Tios de vítima de homicídio são presos por porte ilegal de arma de fogo, em Fabriciano

Divulgação Polícia Militar
As duas armas de fogo, uma pistola calibre 380 e um revólver calibre 357, foram apreendidas depois de uma denúncia anônimaAs duas armas de fogo, uma pistola calibre 380 e um revólver calibre 357, foram apreendidas depois de uma denúncia anônima
Dois homens e uma jovem foram detidos por porte ilegal de arma de fogo durante os trabalhos dos policiais militares na tentativa de localização dos assassinos de Douglas Gonçalves de Araújo, o Doguinha, de 31 anos. Os dois irmãos são tios do homem morto em uma clínica odontológica na rua Maria de Lourdes de Jesus, no distrito de Melo Viana, em Coronel Fabriciano.

O homicídio, conforme publicado pelo Diário do Aço, ocorreu por volta das 17h de segunda-feira (11) , quando uma funcionária da clínica odontológica entrou em contato com a Polícia Militar por meio do telefone de emergência 190. Dois homens encapuzados, um deles empunhando um revólver, invadiram o local e surpreenderam a vítima.

Douglas tentou se refugiar em um consultório, no segundo andar, mas foi atingido por dois tiros e caiu. Os criminosos se aproximaram da vítima e dispararam mais quatro vezes e mataram Doguinha. Em seguida, a dupla fugiu pela avenida Geraldo Inácio em direção à rua Alfenas.

Os assassinos foram vistos pela mulher da vítima, que se encontrava sentada em um dos bancos na praça Josino Bhering, em frente à clínica odontológica, enquanto aguardava o marido ser atendido pelo dentista. Eles chegaram a fazer sinal para ela ficar em silêncio e dirigir para o local do crime.

Bastante abalada com a situação presenciada, a esposa de Douglas disse aos PMs que não tinha condições de dar características dos marginais, pois estavam com toucas e ainda usavam blusas com capuzes que encobriam suas cabeças. Doguinha morava no bairro Recanto Verde, em Coronel Fabriciano.

Execução

A perícia da Polícia Civil constatou que Douglas foi atingido com tiros no tórax, cabeça e ainda nas mãos. Seis projéteis de arma de fogo, possivelmente de calibre 38, foram recolhidos pelo perito criminal, além de um pedaço de papel com anotações que foi encontrado com a vítima. O corpo de Douglas foi removido ao Instituto Médico-Legal (IML) de Ipatinga para ser necropsiado nesta terça-feira.
Enviada para o portal Diário do Aço
Os policiais cercaram a clínica, local do homicídio, para o trabalho da perícia da Polícia CivilOs policiais cercaram a clínica, local do homicídio, para o trabalho da perícia da Polícia Civil

Denúncias indicaram que os tios da vítima poderiam estar armados

Os policiais militares saíram em rastreamento para tentar localizar os dois marginais, mas sem sucesso. Contudo, eles foram informados de forma anônima que Douglas é sobrinho dos irmãos C.G., de 41 e C.G., de 43 anos, suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas, eles poderiam estar armados e em circulação pela cidade.

Os dois ainda são investigados por suspeita da autoria de um homicídio registrado recentemente no bairro Recanto Verde, segundo informou à Polícia Militar. Os tios foram avistados na rua Coríntios, no bairro Judith Bhering. Eles estavam em um Fiat Uno juntamente com uma jovem de 18 anos e faziam contato com uma pessoa de uma casa.

O condutor do carro notou a aproximação policial e fugiu em alta velocidade passando pelos bairros São Cristóvão e Manoel Maia, onde em uma rua sem saída foram abordados. Eles foram vistos jogando alguns objetos pela janela do veículo em direção a um matagal nas proximidades.

Os PMs vistoriaram o matagal e encontraram um revólver de calibre 357, municiado com três cartuchos e uma pistola de calibre 380 carregada com nove cartuchos. C.G., de 43 anos, assumiu ser dono apenas do revólver e que havia acabado de comprá-lo por R$ 6 mil por medida de precaução depois da morte do sobrinho. A arma seria usada para proteção dos familiares, pois temia pela vida deles.

Sobre a pistola de calibre 380, que a polícia vai investigar se ela pode ter sido uma das duas armas usadas na morte de Adenil Maximiano de Paula, de 53 anos, no dia 29 de março. Ninguém assumiu ser dono da pistola, apesar de ter sido encontrada próxima ao local onde estava o revólver.

Os três detidos pelos policiais militares foram encaminhados para o plantão da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, em Ipatinga. As duas armas de fogo também foram entregues para a Polícia Civil. Os policiais removeram o Fiat Uno para o pátio credenciado pelo Detran e o caso ainda está em apuração.
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Comentários

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Só Burro Não Vê

12 de abril, 2022 | 12:01

“Tá na cara que a pistola foi usada na execução anterior por isso não assumiram a propriedade da pistola resumindo enquanto esses meliantes estão se matando a cidade vai ficando mais limpa”

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