28 de março, de 2022 | 20:31
Adriano Pires será o novo presidente da Petrobras
A Petrobras terá um novo presidente. Trata-se de Adriano Pires. O atual presidente da petroleira, general Joaquim Silva e Luna, já recebeu o comunicado de que deixará o comando da estatal, por decisão do presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciada na tarde desta segunda-feira (28/3). Quem assume o cargo é Adriano Pires, atual diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, anunciado na noite desta segunda-feira (28).O Ministério de Minas e Energia publicou nota após das 19h para apontar que "consolidou a relação de indicados do Acionista Controlador para compor o Conselho de Administração da Petróleo Brasileiro S.A. Petrobras, a ter efeito a partir da confirmação pela Assembleia Geral Ordinária, que ocorrerá em 13 de abril de 2022".
No comunicado, o ministério confirma Rodolfo Landim para o exercício da presidência do Conselho da estatal; e Adriano Pires, para o exercício da presidência da Empresa.
Pouco antes de ter seu nome confirmado como o novo presidente da estatal, Pires escreveu em sua página pessoal na internet: "Acho que o risco de intervenção na Petrobras antes das eleições é muito baixo por duas razões. A primeira é que a regulamentação e o compliance da empresa após a Lava Jato dificultam muito que tanto a diretoria quanto o Conselho de Administração tomem ações que possam prejudicar os acionistas. Segundo, se o presidente Bolsonaro interviesse na empresa, seria acusado de fazer a mesma política que Lula", completou.
Desgate por causa da alta nos preços
A demissão do general Silva e Luna ocorreu após uma série de desgastes com o presidente. Recentemente, o general foi pressionado publicamente pelo chefe do Executivo e pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), em razão da escalada nos preços dos combustíveis. Internamente, o militar dizia que a alta dos preços era conjuntural e que não havia necessidade de rever os aumentos promovidos pela estatal.
Luna não é o primeiro presidente da estatal a cair no governo Bolsonaro. Roberto Castello Branco, indicado do ministro da Economia, Paulo Guedes, foi exonerado em fevereiro de 2021, após a companhia anunciar o quarto aumento nos preços do diesel e da gasolina naquele ano.
Álbum pessoal
Quem assume o cargo na petroleira é Adriano Pires, atual diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura
Quem assume o cargo na petroleira é Adriano Pires, atual diretor do Centro Brasileiro de InfraestruturaJá publicado:
-Petrobras aumenta o preço da gasolina em 18%, do diesel, em 25% e do gás de cozinha em 16%
Conselho
Os acionistas da Petrobras se reúnem no próximo dia 13 para confirmar os novos nomes ao Conselho da estatal. A reunião já terá a participação do novo presidente do Conselho, Rodolfo Landim, que também é presidente do Flamengo. Nos bastidores, especula-se que ele recusou assumir a estatal para permanecer nos dois cargos.
Para ser presidente da Petrobras é necessário fazer parte do Conselho de Administração. Sem o nome nessa lista, Silva e Luna é automaticamente substituído. A troca seria possível porque o atual presidente Eduardo Bacellar Leal Ferreira pediu para deixar o cargo, o que dilui a atual formação do Conselho e abre o caminho para Pires.
Na escalada da troca de mandatos, a substituição de Silva e Luna também chegou a ser discutida em reunião na manhã desta segunda-feira de Bolsonaro com o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, e com os comandantes das três Forças Armadas no Palácio do Planalto. Eles retiraram o apoio ao militar nas últimas semanas, devido aos aumentos nos combustíveis e à forma com que Luna e Silva respondeu publicamente ao presidente à época do anúncio da alta nos preços, considerada inapropriada.
Saiba quem é
Adriano Pires é doutor em Economia Industrial pela Universidade Paris XIII (1987), mestre em Planejamento Energético pela Coppe/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) (1983) e economista formado pela UFRJ (1980).
O atual diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura atua há mais de 30 anos na área de energia. Sua última experiência no governo foi na Agência Nacional de Petróleo (ANP), onde atuou como assessor do diretor-geral, superintendente de Importação e Exportação de petróleo, seus derivados e gás natural e superintendente de Abastecimento. (Com agências)
Outra baixa no governo hoje
Mais cedo, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, pediu exoneração do cargo. Ele está envolvido em um escândalo, após vazamento de áudios, a respeito do favorecimento de municípios indicados por pastores evangélicos, ligados à igreja Assembleia de Deus. Como a pressão de aliados do presidente Jair Bolsonaro, pela saída de Ribeiro cresceu nos últimos dias, sua permanência no cargo ficou insustentável.
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Carlos Roberto Martins de Souza
29 de março, 2022 | 06:39Trocar as rodas da carroça,, nas não trocar o burro não resolve!”