Servidores da Segurança Pública querem respostas do governo Zema

21/02/2022 às 14:47
Gladyston Rodrigues/EM
A categoria se manifesta em prol da recomposição salarial que teria sido prometida pelo governador Romeu Zema (Novo), dividida em três anos consecutivos

Hoje teve protesto no Centro de Belo Horizonte. Bombeiros, policiais civis, militares e penais cobram do governo Zema o reajuste de 41% prometido em 2019.

Depois de tomar as praças da Estação e Praça 7, no Centro da capital, na manhã desta segunda-feira (21/02), os manifestantes foram em caminhada até a Praça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, para uma reunião com o presidente da Casa, Agostinho Patrus (PV).

A categoria se manifesta em prol da recomposição salarial que teria sido prometida pelo governador Romeu Zema (Novo), dividida em três anos consecutivos.

Os policiais alegam que a medida só foi cumprida no primeiro ano, e que agora Zema defende o Regime de Recuperação Fiscal (RRF) como condicionante para dar sequência à recomposição.

Ao som de apitos, e usando camisetas prestas de suas corporações, os manifestantes entoaram as exigências de recomposição inflacionária dos salários que lhes foi prometida em 2019 pelo governo. Alegaram que, até agora, só receberam uma parcela de 13% das três que totalizariam 41%.

Os organizadores afirmam que mais de 30 mil servidores participaram da caminhada e, chegando à Praça da Assembleia, na região Centro-Sul da capital, eles reforçam o discurso que defende melhores condições de remuneração dos profissionais.

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Resposta do Governo

Em nota encaminhada à imprensa, o governo Zema reafirma a disposição para negociar com os agentes de segurança. Essa é a íntegra:

"O Governo de Minas mantém diálogo aberto com todas as categorias, levando em conta as necessidades dos servidores e o importante trabalho prestado por eles ao Estado. Mesmo diante a todas as dificuldades financeiras enfrentadas e aprofundadas pela crise sanitária da pandemia, em 2020, foi concedido reajuste de 13% para as forças de segurança.

Com a adesão ao RRF, projeto que aguarda análise da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o Estado terá condições de aplicar a recomposição da inflação nos salários de todas as categorias do funcionalismo público, e dar continuidade ao pagamento das dívidas herdadas, como os repasses para os municípios e os depósitos judiciais.

Atualmente, as despesas obrigatórias do Estado ultrapassam 100% da arrecadação na maior parte dos anos e a perspectiva é que elas permaneçam próximas desse patamar. O Governo de Minas tem se dedicado para conseguir, mesmo nesse cenário, trazer melhorias para os servidores, pois reconhece o trabalho valoroso que eles prestam.

Atualmente as despesas do Estado ultrapassam 100% da arrecadação na maior parte dos anos e a perspectiva é que elas permaneçam nesse patamar. O Governo de Minas tem se dedicado para conseguir, mesmo nesse cenário, trazer melhorias para os servidores, pois reconhece o trabalho valoroso que eles prestam".


Enviada por leitor
Manifestantes circularam pelo Centro da capital nesta segunda-feira e foram para a ALMG

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