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Rodovia está fechada desde o dia 14/1 e agora Ministério da Infaestrutura fala em liberar desvio dentro de duas semanas
A primeira semana do mês de fevereiro foi apontada pelo Ministério da Infraestrutura e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) como um possível prazo para a liberação de um desvio provisório no KM 321 da BR-381, em Nova Era, onde um trecho da pista foi destruído por um cisalhamento de talude.
Desde a manhã de 14 de janeiro não passa nada no trecho e motoristas com cargas estão se arriscando em estradas de terra para evitar dar a volta por Realeza/Caratinga, que faz a viagem de Belo Horizonte para o Vale do Aço aumentar em 200 quilômetros.
A previsão do prazo de duas semanas para liberar o desvio foi apresentada nesta quarta-feira (19) pelo ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas a uma comitiva de secretários do Governo de Minas que foi a Brasília buscar recursos para reparar danos causados pelos temporais no começo do ano.
Conforme noticiado pelo jornal Diário do Aço, no começo desta semana, o Dnit informou que atualmente não há nenhum desvio sendo construído no trecho danificado da BR-381 e que estão em andamento
estudos de engenharia para um desvio no local. Enquanto isso, representantes do setor produtivo local já calculam prejuízos com o bloqueio da rodovia e o aumento das rotas rodoviárias para se chegar ao Vale do Aço ou para escoar a produção.
Passo a passoEm entrevista hoje à Rádio Itatiaia de Belo Horizonte, o ministro explicou o que ocorreu na rodovia e o motivo da cautela para sanar o problema. “Houve escorregamento de maciço, com isso a rodovia ficou espremida e acabou levantando. Houve colapso total do pavimento em uma determinada extensão e o maciço continua se movimentando, por isso temos que esperar a estabilização, pois ainda há risco de movimento de massa de terra”, explicou Tarcísio Freitas.
Enquanto é aguardada essa estabilização, é preciso agir para restabelecer o tráfego na rodovia, evitando uma série de transtornos que já foram causados a diversos segmentos. “Temos que projetar uma resposta de engenharia com um projeto de recuperação definitiva e um projeto de desvio que seja pavimentado, pois ele vai funcionar por bastante tempo”, disse o ministro, apontando que a solução definitiva para o trecho interditado não será imediata. “Conseguimos crédito extraordinário do Ministério da Economia, e agora falta vencer burocracias para ter acesso a esse montante”, detalhou Tarcísio, que não revelou o valor.
Ainda segundo ele, na próxima semana deve ser contratada a empresa que vai fazer o desvio e restabelecer o tráfego no trecho.
Governo Federal fala em R$ 120 milhões para estradasEm entrevista à Rádio Itatiaia de Belo Horizonte, na quarta-feira (19), a secretária de Planejamento de Minas, Luisa Barreto, explicou que o único recurso prometido pela União foi a aplicação de R$ 120 milhões para estradas federais.
"Em relação à BR-381, em Nova Era, eles nos deram perspectiva de na primeira semana de fevereiro termos um desvio permitindo o retorno do trânsito na região. Mas sem prazo ainda para uma solução definitiva. Na BR-356, em Itabirito, um prazo de 20 a 30 dias para uma solução que estão construindo com a Vale. E, na BR-262, em Córrego Danta, ainda sem perspectiva de liberação. Vai permanecer o desvio de 50 km que hoje é feito", afirma.
A secretária acrescentou que o Governo Federal vai aportar R$ 120 milhões para estradas federais em portaria que deve ser publicada nesta sexta-feira (21).
Secretária fala em resultados decepcionantesNa entrevista à rádio, Luisa Barreto afirmou que as reuniões com representantes dos ministérios, em Brasília, tiveram resultados 'decepcionantes'. A expectativa era conseguir recursos da ordem de R$ 900 milhões, mas não houve respostas.
Com exceção dos R$ 120 milhões para rodovias federais, Minas Gerais não deve receber recursos para obras de reconstrução após os temporais que atingiram o Estado no início de janeiro e danificaram pontes, inundou cidades e deixaram um rastro de destruição.
A secretária informou que a equipe buscava recursos para assistência social e habitação, além de estradas estaduais e municipais, muitas delas danificadas pelos temporais, mas nenhum valor foi assegurado. Para a Assistência Social, o Governo Federal ainda definirá o valor a ser repartido entre os estados castigados pela chuva de dezembro e janeiro. Veja, no vídeo abaixo, a extensão dos danos na área onde houve o deslizamento: