Ex-vereador que matou o prefeito de Naque é condenado a 17 anos e seis meses de reclusão

26/10/2021 às 20:02
Alex Ferreira
Momento da leitura da sentença, proferida por volta de 19h30 de 26 de outubro de 2021

Em uma sessão que durou pouco mais de dez horas o Júri Popular da Comarca de Ipatinga considerou culpado pela morte do prefeito de Naque, Hélio da Fazendinha, 55 anos o ex-vereador, Marquinho do Depósito, de 58 anos, sentenciado a 17 anos e seis meses de reclusão, conforme acompanhou a reportagem do Diário do Aço.

A pena base foi fixada pelo juiz João Paulo Júnior, que presidiu a sessão, em 15 anos de reclusão, mas considerando que além da perda da vida, foram deixados dois filhos da vítima ainda menores de idade, o fato que a vítima exercia cargo público e o conselho de sentença ter reconhecido que foi um homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e dificultar a defesa da vítima), ouve majoração da pena que acabou fixada em 17 anos e seis meses. O réu, que já estava recolhido ao presídio de Açucena, não poderá recorrer em liberdade.

O julgamento do ex-vereador de Naque, Marcos Alves de Lima, o Marquinho do Depósito, autor confesso do assassinato do então prefeito Hélio Pinto de Carvalho, o Hélio da Fazendinha, no dia 13 de julho de 2019, foi iniciado as 9h10 desta terça-feira (26) e os trabalhos no Tribunal do Júri foram dados por encerrados por volta de 20h.

A defesa atuou no sentido de demonstrar que Marcos agiu sob forte emoção. O julgamento, que ocorreria na Comarca de Açucena, veio para Ipatinga em função da comoção em torno do caso.

A acusação foi feita pelo promotor de Justiça, Jonas Junio Linhares Monteiro, que teve como assistente da acusação o advogado Fabriny Neves Guimarães. O corpo de jurados foi formado por cinco homens e duas mulheres.

Três advogados atuaram na defesa do réu, Eliseu Borges Brasil e Gerci Moreira Mendes Júnior, além de Evaldo Braga da Silva, que veio de Governador Valadares. A defesa não concordou com o resultado e anunciou que irá recorrer. Veja abaixo, vídeo com as entrevistas.

Entenda o que foi apurado à época:
-Polícia Civil conclui que vereador criou situação para matar o prefeito de Naque


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