15 de setembro, de 2021 | 18:24

Tribunal do Júri considera culpados envolvidos em homicídio praticado há 11 anos em Ipatinga

Arquivo DA
Julgamento de homicídio no bairro Limoeiro, cometido há 11 anos, ocorreu hoje (15/9/2021) no Fórum de IpatingaJulgamento de homicídio no bairro Limoeiro, cometido há 11 anos, ocorreu hoje (15/9/2021) no Fórum de Ipatinga

Três pessoas sentaram-se nesta quarta-feira (15), no banco dos réus, do salão do Júri Popular em Ipatinga, para responder por um homicídio praticado na manhã de 25 de maio, de 2010, na rua Pêssegos, bairro Limoeiro, em Ipatinga, quando foi assassinado a tiros, dentro de um carro, o almoxarife Reinaldo Quirino do Carmo, o Dim, de 33 anos. A companheira de Reinaldo, a jovem N.F.S., de 23 anos, estava no banco do passageiro e também foi atingida por um dos tiros, mas sobreviveu.

A investigação apontou a participação de quatro pessoas no crime, que teve como motivação uma desavença envolvendo o tráfico de entorpecentes. Consta na denúncia do Ministério Público que Fernando Ribeiro Dias, o Fael, hoje com 33 anos, Welington Camilo da Aparecida, 35 anos e Daniel Correa da Silva, de 33, com a participação por auxílio material de um quarto denunciado, de 39 anos, mataram a tiros mediante emboscada, Reinaldo Quirino do Carmo.

O mandante do crime, Fernando Ribeiro Dias foi sentenciado a oito anos de prisão. O executor do homicídio, Welington Camilo da Aparecida pegou 11 anos de reclusão, pois além de confessar a morte de Reinaldo também foi apanhado com uma arma de fogo municiada, com numeração raspada.

O terceiro réu levado a julgamento pelo homicídio e tentativa de homicídio, Daniel Correa da Silva teve o julgamento suspenso por uma questão técnica da defensoria pública e irá a julgamento posteriormente, conforme explicou ao Diário do Aço o promotor que atua no Júri, Jonas Junio Linhares Costa Monteiro .

O quarto investigado, R.V.G., de 39 anos, acabou se livrando do julgamento, pois foi impronunciado a pedido MPMG. Esse homem foi quem emprestou a moto que foi pilotada por Daniel Correa da Silva e levou na garupa Welington Camilo da Aparecida, que confessou o crime.

Segundo consta no processo, Fernando (Fael) teve um desacerto com Reinaldo, por causa do tráfico de entorpecentes e teria planejado o homicídio, atraiu a vítima para uma emboscada e contou a cooperação dos demais denunciados para a execução do crime.

Na data dos fatos, relata o MPMG, Reinaldo Quirino recebeu uma ligação telefônica de Fernando, para que buscasse uma arma de fogo com Welington Camilo. Na hora combinada, Daniel Correa foi com Welington ao local do encontro em uma motocicleta Honda CG Titan emprestada pelo quarto denunciado no processo.

"Daniel Correa conduzia a motocicleta e aproximou-se do VW Santana no qual estavam Reinaldo e sua companheira, N.F. Sem mencionar nenhuma palavra, o passageiro, Welington Camilo efetuou vários disparos com revólver calibre 38, atingindo Reinaldo com três tiros na cabeça, que provocaram sua morte. A companheira da vítima, N.F. também foi atingida na região torácica", cita o relatório.

Conforme o MPMG, logo depois da execução do crime, Welington telefonou para Fernando Ribeiro informando que já havia matado a vítima. Depois ligou para o proprietário da moto, dizendo que não se preocupasse, pois havia tampado a placa da moto durante o delito. Na madrugada seguinte, policiais civis efetuaram a prisão dos envolvidos encontrados todos em uma casa alugada por Fernando, o suposto mandante do crime.

No cumprimento do mandado judicial na casa onde escondiam os envolvidos, policiais civis apreenderam duas armas de fogo, um revólver Taurus, calibre 38 e outro, também Taurus, calibre 38, com numeração de série suprimida. Welington Camilo assumiu a propriedade das armas e munições. Conforme a PCMG, quando foi preso, Welington estava foragido da Justiça. Ele tinha recebido o benefício da saída temporária do Dia das Mães em maio de 2010 e não retornou ao cárcere no Ceresp.
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