15 de setembro, de 2021 | 05:56

Trio responde hoje no Tribunal do Júri em Ipatinga por homicídio praticado em 2010 no bairro Limoeiro

Wellington Fred + reprodução Arquivo DA
Na operação contra os investigados da morte de Reinaldo Quirino do Carmo, o Dim, policiais apreenderam porções de entorpecentes, armas, munição e telefonesNa operação contra os investigados da morte de Reinaldo Quirino do Carmo, o Dim, policiais apreenderam porções de entorpecentes, armas, munição e telefones

Três pessoas sentam-se nesta quarta-feira (15), no banco dos réus, do salão do Júri Popular em Ipatinga, para responder por um homicídio praticado na manhã de 25 de maio, de 2010, na rua Pêssegos, bairro Limoeiro, em Ipatinga, quando foi assassinado a tiros, dentro de um carro, o almoxarife Reinaldo Quirino do Carmo, o Dim, de 33 anos. A companheira de Reinaldo, a jovem N.F.S., de 23 anos, estava no banco do passageiro e também foi atingida por um dos tiros, mas sobreviveu. Por isso, os réus responderão também pela tentativa de homicídio da jovem.

A investigação apontou a participação de quatro pessoas no crime, que teve como motivação uma desavença envolvendo o tráfico de entorpecentes. Consta na denúncia do Ministério Público que Fernando Ribeiro Dias, o Fael, hoje com 33 anos, Welington Camilo da Aparecida, 35 anos e Daniel Correa da Silva, de 33, com a participação por auxílio material de um quarto denunciado, de 39 anos, mataram a tiros mediante emboscada, Reinaldo Quirino do Carmo. Passados onze anos desse crime, caberá ao corpo de jurados definir se os três réus são inocentes ou culpados.

Segundo apurado pela investigação, Fernando teve um desacerto com Reinaldo, por causa do tráfico de entorpecentes e teria planejado o homicídio, atraiu a vítima para uma emboscada e contou com a cooperação dos demais denunciados para a execução do crime.

Na data dos fatos, relata o MPMG, Reinaldo Quirino recebeu uma ligação telefônica de Fernando, para que buscasse uma arma de fogo com Welington Camilo. Na hora combinada, Daniel Correa foi com Welington ao local do encontro em uma motocicleta Honda CG Titan emprestada pelo quarto denunciado no processo. Para o MPMG, o proprietário da moto sabia do objetivo da dupla e ainda assim emprestou o veículo. Entretanto, esse quarto investigado, R.V.G., de 39 anos, acabou se livrando do julgamento, pois foi impronunciado a pedido MPMG.

"Daniel Correa conduzia a motocicleta e aproximou-se do VW Santana no qual estavam Reinaldo e sua companheira, N.F. Sem mencionar nenhuma palavra, o passageiro, Welington Camilo efetuou vários disparos com revólver calibre 38, atingindo Reinaldo com três tiros na cabeça, que provocaram sua morte. A companheira da vítima, N.F. também foi atingida na região torácica", cita o relatório.

Conforme o MPMG, logo depois da execução do crime, Welington telefonou para Fernando Ribeiro informando que já havia matado a vítima. Depois ligou para o proprietário da moto, dizendo que não se preocupasse, pois havia tampado a placa da moto durante o delito. Na madrugada seguinte, policiais civis efetuaram a prisão dos envolvidos encontrados todos em uma casa alugada por Fernando, o suposto mandante do crime.

No cumprimento do mandado judicial na casa onde escondiam os envolvidos, policiais civis apreenderam duas armas de fogo, um revólver Taurus, calibre 38 e outro, também Taurus, calibre 38, com numeração de série suprimida. Welington Camilo assumiu a propriedade das armas e munições. Conforme a PCMG, quando foi preso, Welington estava foragido da Justiça. Ele tinha recebido o benefício da saída temporária do Dia das Mães em maio de 2010 e não retornou ao cárcere no Ceresp.
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