02 de abril, de 2021 | 11:00

Mulher é presa e confessa envolvimento na morte de advogado em Caratinga

Polícia também recolheu computador, celular e páginas com impressão de conversas em aplicativos de mensagens que podem ajudar a elucidar crime; Executor do crime ainda é procurado

Super Canal + reprodução
O advogado Augusto Rocha Barreto Diniz de Abreu, 32 anos, foi assassinado a tiros e confissão de mulher presa hoje aponta que a motivação foi o trabalho dele na defesa do ex-marido dela O advogado Augusto Rocha Barreto Diniz de Abreu, 32 anos, foi assassinado a tiros e confissão de mulher presa hoje aponta que a motivação foi o trabalho dele na defesa do ex-marido dela

Uma mulher, de 33 anos, foi presa nesta sexta-feira (2) e confessou o seu envolvimento na execução do advogado Augusto Rocha Barreto Diniz de Abreu, 32 anos, assassinado a tiros na rua Princesa Isabel, em Caratinga, por volta das 18h40 de quinta-feira (1), conforme noticiado pelo Diário do Aço ontem.

Conforme relatório da Polícia Militar, o advogado conversava com um amigo, quando um indivíduo aproximou-se, sacou uma arma de fogo e efetuou quatro disparos. O advogado chegou a ser socorrido com vida e levado para o hospital em uma viatura da Polícia Militar, entretanto, não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada no Pronto Atendimento.

Uma iniciativa do amigo de Augusto foi determinante para a elucidação de parte do crime. Ele perseguiu o assassino e viu o momento em que o executor embarcou em um Honda Civic, de cor prata, modelo antigo, com placa Mercosul.

Essas informações, associadas a imagens das câmeras de segurança da rua, permitiram que a polícia chegasse à mulher que conduzia o carro e deu fuga ao assassino.

Na residência da vítima a polícia recolheu um notebook, telefone celular e um pendrive, além de algumas folhas contendo a impressão de cópias de conversas pessoais em aplicativos de mensagens.

Familiares e amigos de Augusto Rocha Barreto Diniz de Abreu afirmam que o material recolhido contém provas necessárias para elucidar a morte de Augusto.

Como em uma das imagens das câmeras a polícia conseguiu descobrir a placa do Civic usado na fuga após o crime, a condutora foi presa e, conforme relatório da PM, confirmou seu envolvimento no crime. A mulher, que não teve a idade divulgada pela polícia, relatou que o autor do crime [um indivíduo de 19 anos] a teria procurado para o delito, devido ao fato de saber que ela também tinha pendências com o advogado.

A possível motivação para o crime foi revelada por familiares e amigos que conviviam com o advogado. Augusto advogava para o ex-companheiro e desafeto da mulher presa e do atual companheiro dela.

Tanto o ex-marido quanto o atual companheiro dessa mulher estão recolhidos ao presídio de Caratinga. Foi apurado de forma anônima, que a vítima teria ficado responsável por fazer chegar até o atual companheiro alguns documentos que incriminariam a mulher e prejudicariam seu relacionamento.

Augusto teria ido até o presídio para deixar prints de conversas de aplicativo de mensagens, demonstrando que a autora o estava ameaçando e que o companheiro ainda estava preso por falta de empenho dela. A confusão envolvendo os três estaria se arrastando há meses, incluindo ameaças de morte.

A perícia no computador, telefone celular e pendrive do advogado assassinado, além das páginas impressas poderão servir para confirmar ou não a versão apurada até o momento. O executor do crime, que já foi identificado também, ainda é procurado pela polícia.
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