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Ações da petroleira vem caindo desde o anúncio da troca no comando da estatal na semana passada
O Índice Ibovespa fechou a segunda-feira com queda de 4%. O mau desempenho é atribuído ao receio dos investidores acerca da interferência do governo em estatais e com temores de que a agenda liberal do ministro Paulo Guedes não se concretize.
Com a inclinação considerada "populista" do presidente Jair Bolsonaro, há dúvidas sobre a própria permanência de Guedes no governo.
A queda do Ibovespa foi puxada pelas ações da Petrobras, que despencam cerca de 20% como reação à demissão do então presidente da companhia Roberto Castello Branco na noite de sexta-feira (19) seguida da
indicação do general Joaquim Silva e Luna, que estava no comando da hidrelétrica de Itaipu. A estimativa é que a petroleira tenha perdido mais R$ 100 bi em valor de mercado desde sexta-feira.
No último pregão as ações da companhia já haviam caído cerca de 7% com preocupações sobre uma possível saída do executivo, confirmada após o encerramento dos negócios.
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O general Joaquim Silva e Luna, que estava no comando da hidrelétrica de Itaipu, agora vai comandar a Petrobras
Também há temores sobre outras estatais. Isso porque, no fim de semana, Bolsonaro sinalizou novas trocas e afirmou que nesta semana "tem mais". Indicando interferência na Eletrobras (ELE3/ELET6), o chefe do Executivo também chegou a dizer que irá "meter o dedo na energia elétrica".
Já o Banco do Brasil corre o risco de perder seu presidente, André Brandão, que segundo a coluna de Lauro Jardim, do O Globo, não deve ter contrato renovado em março. As ações da instituição financeira despencam 11,19%, enquanto as da Eletrobras recuam entre 3% e 4%.
Os investidores alegam que as medidas recentes, anunciadas por Bolsonaro, "quebra a confiança tanto na governança corporativa da empresa quanto no andamento da agenda liberal. Muito se fala que agora o governo pode ir para esse lado mais populista. E esse silêncio do Guedes incomoda bastante. Certamente, ele não está contente", afirma João Vitor Freitas, analista da Toro Investimentos, em entrestiva à revista Exame.
Como reflexo do novo cenário, o dólar subiu mais de 1% frente ao real e fechou o dia cotado a R$ 5,45.