Petrobras anuncia reajuste de 10,2% na gasolina e de 15% no diesel

Com o aumento, a gasolina acumula alta de 31% e o diesel, de 25% somente em 2021

18/02/2021 às 13:04
Arquivo DA
Os novos reajustes entram em vigor à 0h de sexta-feira (19)

A partir de sexta-feira (19), o valor médio do litro da gasolina será de R$ 2,48, alta de 10,2%, após reajuste de R$ 0,23. O preço médio do diesel será de R$ 2,58, depois de aumento de R$ 0,34 por litro, uma elevação de 15%. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira pela Petrobras. Sobre os valores citados incidem impostos federais e estaduais, custo do frete e lucro das revendedoras.

Além dos reajustes da Petrobras, para os derivados de petróleo, também há elevação do etanol anidro, que tem subido a cada semana. Em Ipatinga, por exemplo, o biocombustível é vendido nesta quinta-feira por até R$ 3,63 o litro.

A Petrobras já promoveu oito aumentos seguidos no preço da gasolina. Apenas em 2021, o combustível acumula alta de 31%.

O diesel, como o reajuste que vai vigorar na sexta-feira, terá acumulado 25% de aumento este ano. Vale lembrar que os caminhoneiros de todo o país ameaçaram fazer uma greve em 1º de fevereiro, justamente por conta do alto preço do óleo diesel. Como o combustível é utilizado no frete, o aumento pesa na inflação de quase todos os produtos.

Os aumentos são em decorrência da política de preços da Petrobras, que é alinhada à paridade internacional. De fato, na quarta-feira as principais plataformas de acompanhamento de preços de ações mostravam que o valor do petróleo teve elevação esta semana.

Em comunicado, a Petrobras informou que “o alinhamento dos preços ao mercado internacional é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros refinadores, além da Petrobras”. Segundo a companhia, o equilíbrio competitivo é responsável pelas reduções de preços quando a oferta cresce no mercado internacional, como ocorrido ao longo de 2020.

A estatal informou, ainda, que as variações para mais ou para menos, associadas ao mercado internacional e à taxa de câmbio, têm influência limitada sobre os preços percebidos pelos consumidores finais. “O preço da gasolina e do diesel vendidos na bomba do posto revendedor é diferente do valor cobrado nas refinarias da Petrobras. Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos revendedores de combustíveis”, acrescentou. (Com informações do Correio Braziliense e Petrobras)

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