Morre a artista plástica Camila Oliveira, vítima da covid em Ipatinga

29/12/2020 às 19:08
Álbum pessoal
A artista plástica, Camila Oliveira, lutava para sobreviver à covid desde meados de novembro

A artista plástica e militante dos direitos LGBTQIA+ de Ipatinga, Camila Oliveira, de 49 anos, não resistiu às complicações da covid-19 e morreu na terça-feira (29). Seu corpo foi sepultado no começo da tarde de quarta-feira (30), no Cemitério Parque Senhora da Paz. Ela tinha testado positivo para a doença no mês de novembro e desde então lutava contra a doença e morreu no começo da noite de terça-feira (29).

A morte da trans, que também atuou como enfermeira durante muitos anos e integrou o projeto Entre Grades e Sonhos (que prestava assistência a mulheres reclusas), foi alvo de inúmeras manifestações de pesar, na terça-feira. Um dos amigos dela, Lau Ferreira publicou a seguinte nota: “O Movimento LGBTI de Ipatinga, com pesar e muita tristeza, vem comunicar o falecimento dessa grande amiga, parceira, companheira, artista plástica, militante de várias lutas. Estamos tristes, mas o céu e Deus ganham uma grande estrela. Que Deus conforte familiares, amigos e parentes nessa hora de tamanha perda e dor. Fica meu abraço e minha homenagem dessa pessoa maravilhosa que me ensinou e me ajudou muito nessas lutas diárias da vida”, concluiu.

Camila era autora, em parceria com Marcela Cristina Cordeiro, do livro "Uma questão de gênero", que descreve a vulnerabilidade da atenção à saúde da população LGBT, em especial da população de travestis e transexuais.

O corpo de Camila foi sepultado no início da tarde dessa quarta-feira, no Cemitério Parque Senhora da Paz, no bairro Veneza II, em Ipatinga, quando amigos e familiares prestaram homenagens.

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