Novo sistema de tarifação de água e esgoto está em discussão em Minas Gerais

28/11/2020 às 17:50
Alex Ferreira/Reprodução
Agência Reguladora (Arsae-MG) discute quanto consumidores vão pagar pela conta de água e tratamento de esgoto nos próximos quatro anos

Na semana que passou foi realizada a primeira parte da audiência do Conselho Consultivo de Regulação da Arsae-MG, quando foi debatida a nova sistemática de tarifação de água e esgoto em todo do Estado de Minas Gerais.

Na prática o que está em discussão é quanto o consumidor vai pagar nos próximos quatro anos. O anúncio da audiência foi noticiado uma semana antes, pelo Diário do Aço.

O assunto é polêmico, porque a agência reguladora trata a tarifação de maneira uniforme, sem levar em conta a especificidade de cada região.

Por causa da pandemia de covid-19, a audiência foi realizada de forma virtual pelo canal do YouTube da Arsae-MG (Arsae Minas Gerais).

Além de discutir temas como Metodologias de Tarifa Social, Revisão Tarifária da Copasa e da Copanor, entre outros, também foi feita uma apresentação sobre os impactos do Novo Marco do Saneamento.

O Procurador Jurídico do Município de Timóteo, Humberto Abreu, participou da audiência e admite que saiu dela preocupado. “Foram duas horas e meia de debates. Grande parte do tempo foi tomado pela discussão da tarifação. A situação é preocupante porque eles discutem uma tarifa para Minas Gerais como um todo. A tendência é que as tarifas piorem para os consumidores. Se não tiver uma ação coordenada entre prefeitos da Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) e deputados que representam a região, as pessoas podem ser ainda mais sobrecarregadas com os custos dos serviços”, detalhou.

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Humberto Abreu: "Se alguém quer discutir cobrança de água e tratamento de esgoto, de forma forma séria e encontrar uma saída a hora é agora"


“Politiqueiros não deram as caras

Humberto abreu também afirmou que um dos aspectos curiosos da audiência foi a ausência de figuras da política timoteense, que, durante a campanha eleitoral passada tumultuaram o processo com informações falsas a respeito do contrato e dos serviços prestados no abastecimento de água e tratamento de esgoto em Timóteo. Nenhum dos atores envolvidos na discussão partidária apareceu na audiência para pedir uma solução.

“O assunto da Copasa em Timóteo é igual urso que hiberna durante quatro anos. Durante o período eleitoral todos o trazem à tona, discutem, acusam de forma injusta e apresentam supostas soluções. Passou o período eleitoral o urso hiberna novamente e só reaparece quando começa uma nova campanha eleitoral. Agora é o momento desse pessoal dar a cara e tratar o assunto de forma séria e encontrar uma saída”, afirma o procurador.
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