Justiça manda a júri dois acusados de duplo homicídio de mulheres no Ipanemão

De um total de quatro denunciados, dois foram impronunciados por falta de provas do envolvimento no crime

Reprodução


Aspásia Hilary e Aline Rodrigues foram assassinadas em 31 de janeiro deste ano

Dois jovens vão enfrentar o Tribunal do Júri pelo assassinato de Aspásia Hilary Moreira Ferreira e Aline Rodrigues de Souza, ambas de 20 anos, crime ocorrido no dia 31 de janeiro passado no Córrego Ipanemão, na zona rural de Ipatinga. Outros dois suspeitos foram impronunciados pela Justiça, por falta de provas. Já Ítalo Augusto Andrade Silva, de 19 anos, e o João Pedro Faustino de Almeida, de 21 anos, vão a julgamento.

Os corpos das vítimas foram encontrados por praticantes de trilha de moto no Ipanemão, em um local de difícil acesso, na margem da estrada principal da localidade. As jovens, que estavam sem identificação, apresentavam marcas de tiros nas costas e nas cabeças. Elas foram identificadas apenas no IML de Ipatinga. O caso publicado pelo Diário do Aço] foi um dos relatos de maior repercussão no começo do ano.

A localização dos suspeitos começou com informações que chegaram aos policiais, segundo as quais, as jovens foram vistas saindo com quatro indivíduos do bairro Esperança. Os policiais conseguiram imagens de câmeras de segurança com o carro onde estariam os envolvidos seguindo pela estrada de acesso ao Ipanemão e depois quatro suspeitos correndo com os rostos encobertos com camisas.

Com a busca dos policiais chegou-se até R.C.C., de 23 anos, e depois a J.T.F., de 26 anos. Os outros dois suspeitos, Ítalo Augusto e João Pedro estão foragidos e com prisão preventiva decretada pela Justiça. R. e J. foram recolhidos ao Sistema Prisional e colocados à disposição da Justiça.

O que apurou a investigação?

De acordo com a denúncia do Ministério Público, à qual o Diário do Aço teve acesso, os envolvidos teriam envolvimento com o tráfico de drogas e suspeitavam que as vítimas repassavam informações para facções rivais. Ítalo e João Pedro teriam ainda relações amorosas com as jovens.

Todos os quatro foram denunciados por homicídio com três qualificadoras, motivo torpe, meio cruel e recurso que dificulte a defesa do ofendido. Os quatro envolvidos ao longo do processo, negaram qualquer envolvimento na morte das duas vítimas.

No entanto, as imagens das câmeras de segurança que filmaram quatro pessoas correndo logo depois do crime e as roupas de dois deles complicaram a situação dos denunciados Ítalo e João Pedro. Os advogados de defesa dos jovens suspeitos pediram a impronúncia ou absolvição de todos por não haver indícios suficientes de autoria.

O Juiz de Direito João Paulo Júnior em sentença de pronúncia proferida na terça-feira (11) resolveu impronunciar os denunciados R.C. e J.T. por ausência de indícios de autoria no crime, como defendeu o advogado Thiago Xavier. O magistrado determinou que os dois presos preventivamente fossem colocados em liberdade. Já Ítalo e João Pedro, que não foram localizados até hoje, vão a Júri Popular para serem julgados pelo duplo homicídio das jovens.

As vítimas

Aline Rodrigues deixou dois meninos e Aspásia Hilary duas meninas. Aline Rodrigues teve uma vida marcada por fatos dramáticos. Ela foi criada pela avó, pois quando tinha dois anos de vida a mãe, Roseli Gonçalves de Souza, foi assassinada pelo marido, pai de Aline, no ano de 2002, na cidade de Braúnas. Pelo crime foi sentenciado e cumpriu pena. Anos depois, Divino do Carmo Rodrigues também foi assassinado.
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Comentários

Calaes 17 de agosto, 2020 | 23:04
Parabéns "thiago Xavier" uma Pessoa como você que quando estava no sistema prisional dizia odiar vagabundo, e agora comemorando a injustiça sendo feita. Muito me admira você deixando seu caráter ser comprado.
Com certeza você sabe de todos os antecedentes de seus clientes e da índole de cada um. Esse Ramon é um indivíduo de alta periculosidade para a sociedade ordeira. Quantos crimes, homicídios que não vieram a tona, assaltos e tentativas de homicídios incontáveis.
No dia doutor, que você ou algum parente seu for vítima desse tal (tomara que não) você vai ver o erro grotesco e irretardado que cometeu, por dinheiro ou por ganância, não sei. Dessa vez foram duas inocentes jovens, vamos ver no decorrer dos dias o que será, já que essa escória ou melhor esse meliante Ramon segue na prática contumaz de crimes, e todos de natureza hediondo e vc sabe disso.
A família esperava por justiça doutor, pode rasgar sua OAB, Pois o senhor acabou de participar da injustiça.
A pm e a PC chegou até eles não foi de brincadeira e nem atoa, eles o conhecem e também eles têm compromisso com a população e com a verdade, diferente do senhor Thiago Xavier que tem compromisso somente com seus clientes e com o dinheirinho sujos deles, hoje a tua mão fica manchada de sangue por essa atitude hipócrita e egoísta sua.
Não se gloria com isso porque isso foi uma derrota da justiça. Esse processo tinha que ter ido pra mesa do Calaes, aí eu queria ver hoje esses covardes caindo no pacote antecrimes e tomando pena máxima que é o que eles merecem. Que juiz é esse meu Deus?
Que feio.
Que vergonha.
Que a justiça divina seja feita.
Polyane 15 de agosto, 2020 | 18:18
Queria ver se algumas das vítimas fossem suas parentes, vc ia dizer esse comentário. Pelo nome acredito que seja parente de um desses dois vagabundos assasinos. Mas sabemos que a lei do homem é falha, mas a justiça do Senhor é justa. Como mãe de uma das vítimas tenho uma única certeza Deus tarda mais não falha. Parabéns ao advogado por colocar mais um malandro para julgar e assasinar a sangue frio duas mulheres incapazes de defesa. Mas lembrem sempre rapazes inocentes essas garotas tinham família
Celeste 14 de agosto, 2020 | 20:42
Meus parabéns Dr Thiago Xavier, de coronel fabriciano, excelente profissional menos dois inocentes fora do sistema prisional.

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