Vale do Aço, Triângulo e Sudeste de Minas na mira de isolamento total

André Cruz/Imprensa MG


Respiradores destinados à preparação de UTIs para pacientes de covid-19

O Estado de Minas Gerais atingiu, nesse fim de semana, a marca de 600 mortes atribuídas à covid-19. O total de infectados chega a 26.052 pessoas. O cenário não é nada positivo e o governo do estado voltou a falar em estudos para decretar o isolamento total (o lockdown), nas regiões mais atingidas: Vale do Aço, Triângulo e Sudeste.

As cidades dessas áreas registram as maiores incidências de casos e mortes a cada 100 mil habitantes no estado. Além disso, a ocupação de leitos no sistema de saúde – uma das métricas usadas pelas autoridades para decidir sobre o isolamento social – é alta ou total.

A possibilidade de lockdown, já admitida na quinta-feira pelo secretário de estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, voltou a ser mencionada sexta-feira (19), dessa vez pelo chefe de gabinete do órgão de saúde, João Pinho.

“Estamos em momento um pouco complicado, com aumento expressivo de ocupação de leitos e marca histórica de óbitos. O Minas Consciente foi lançado, mas alguns municípios não seguiram as orientações, optaram por outras iniciativas, é uma prerrogativa deles, mas acabou ocorrendo aceleração da pandemia. Então, há cerca de 10 dias estamos debatendo com a polícia, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil a criação de protocolo para lockdown, caso seja necessário. Não é para todo o estado, mas para alguns locais. Esperamos não precisar de usá-lo, mas se houver piora, infelizmente a gente pode ter de recomendá-lo ou até ser mais incisivo”, afirmou.

Para orientação do processo de reabertura do comércio das 14 macrorregiões de saúde de Minas Gerais, a administração estadual avalia critérios epidemiológicos, econômicos e estruturais do sistema de saúde. Entram na análise parâmetros como taxa de transmissão do vírus (Rt), incidência de casos, índice de isolamento social e ocupação de leitos clínicos e de UTI. (Com informações da SES-MG e Jornal Estado de Minas)

UTIs no Vale do Aço

No caso do Vale do Aço, por exemplo, desde meados de maio estão operando no limite da superlotação as UTIs destinadas ao atendimento de pacientes de covid-19, 30 em Ipatinga, 20 em Coronel Fabriciano (10 são credenciadas pelo SUS e outras 10 estão em fase de credenciamento) e uma em Timóteo estão no limite do atendimento. Há dias em que pacientes ficam na fila de espera, com dificuldades respiratórias. Há casos em que a regulação os encaminha para Caratinga. A distribuição de pacientes é regulada pelo SUS Fácil, operado pela Superintendência Regional de Saúde, em Coronel Fabriciano.


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Perfil de pacientes

Dos 26.052 pacientes com diagnóstico confirmado de covid-19, 11.584 (45%) são mulheres e 13.868 (55%) são homens.

Por faixa etária, as pessoas jovens (com idade entre 20 e 29 anos), os adultos de 30 a 30 anos e os adultos de 40 a 49 anos predominam os índices de mais infectados. Veja mais informações no gráfico abaixo:


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Comentários

Valma 23 de junho, 2020 | 08:29
A situação está crítica em Minas.Se não tomarem atitude de fazer lockdown urgente, mais pessoas irão perder suas vidas.O sistema de saúde não suportaria.
Douglas 22 de junho, 2020 | 08:12
Já que virou bagunça mesmo, mesmo com um lockdown não vai adiantar mta coisa não, Brasileiro é MT irresponsável e sempre arruma seu jeitinho de resolver as coisas do seu jeito, em Ipatinga por exemplo tá um absurdo, pessoas estão nem aí pra isso achando que é lero lero que isso é uma fantasia, mais como sempre as leis municipais afloxam td, e com isso o corona só vai aumentando! Acorda gente
Sueli Aparecida Garcia Teixeira 21 de junho, 2020 | 09:02
Infelizmente temos uma parte de pesdoas que por medo ou irresponsabilidade, decidem se comportar como avestruzes. Entram em negação. Quero agradecer ao prefeitos e demais. Deus os abençoe imensamente.
Edson Vander Marques 21 de junho, 2020 | 07:28
Eu trabalho em João Monlevade e viajo pra Ipatinga todo final de semana, neste caso eu consigo autorização pra entrar e sair do Vale do Aço?
Zoio de Zoiar 20 de junho, 2020 | 22:41
Infelizmente esse é o caminho. A população ainda não se antenou. Churrascos a revelia nas casas. Falta de noção.

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