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Juvanês, um camisa 10 de primeira qualidade, que passou por quatro administrações como secretário de esportes de Cuparaque
Sob forte comoção e com acompanhamento de centenas de pessoas da cidade e de diversas outras localidades, foi sepultado às 11h do último domingo (24), no cemitério municipal de Cuparaque, o corpo do meia-atacante Juvanês José da Silva, 50 anos. O ex-jogador dos clubes amadores da região e ex-treinador das categorias de base da Usipa e secretário municipal de esportes de Cuparaque
sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), na forma hemorrágica, na última quarta-feira (20), foi atendido na UBS da cidade e imediatamente transferido para o Hospital Municipal de Governador Valadares, onde faleceu no início da tarde do último sábado (23).
Juvanês era muito popular na cidade e municípios vizinhos, desenvolvendo diversas ações na área de esportes, como a formação de jovens talentos e a realização de competições locais e intermunicipais. Seu trabalho era tão reconhecido que ele manteve o cargo de secretário da pasta por quatro mandatos na Prefeitura de Cuparaque – desde 2009, quando transferiu residência de Coronel Fabriciano para aquela cidade.
LegadoJuvanês era casado com Regiane, com quem teve dois filhos. Ele deixou um terceiro filho, Bruno, 20 anos, fruto de um relacionamento anterior no Vale do Aço. Seu corpo foi velado na quadra esportiva de Cuparaque, local onde liderou grande parte de suas ações como secretário de esportes. Desde o atendimento após passar mal em sua residência, o diagnóstico era de um caso gravíssimo de AVC, que deixaria sequelas irreversíveis caso sobrevivesse.
Juvanês atuou por quase 20 anos no futebol amador de Ipatinga e região, destacando-se como um meia-atacante habilidoso e dono de um chute muito forte, notabilizando-se em cobranças de falta e pênaltis. Dentre outros, foi campeão pelo Novo Cruzeiro, União, Beira Rio, Avante, Veneziano e em diversos outros clubes já na categoria máster. Atou também em equipes de várias cidades do entorno do Vale do Aço, como Belo Oriente, Bom Jesus do Galho, Pingo D’Água, Dionísio, Santana do Paraíso, São Domingos do Prata, Córrego Novo, dentre outros.
Um de seus grandes amigos e que sempre contava com Juvanês em todas as equipes que dirigia ou ajudava a comandar dentro e fora de campo, José Manoel lamentou a morte do ex-jogador. “Juvanês era um grande amigo, uma pessoa fantástica. Sempre contava com seu futebol dentro de campo, onde resolvia as coisas, mas fora de campo era excepcional, agregador e capaz de contagiar positivamente qualquer ambiente. Seu velório e sepultamento em Cuparaque expressaram o quanto era querido, mesmo em tempos de pandemia, com uma enorme presença de pessoas de todas as idades e de muitas cidades. Deixou marcada a sua história nesses 50 anos de vida como um grande ser humano. Vai fazer muita falta. Mas, infelizmente, assim é a vida”, afirmou.