Gaeco detalha o desenrolar da operação Velha Guarda

Entrevista foi concedida na sede do grupo de atuação, no Centro de Ipatinga

Reprodução


Integrantes do Gaeco concederam entrevista na tarde desta quinta-feira

Em entrevista concedida na tarde desta quinta-feira (14), na sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o promotor de Justiça Bruno Schiavo detalhou o desenrolar da operação “Velha Guarda”, desencadeada pelo 14º Batalhão da Polícia Militar e Polícia Civil, e que apura desde o começo de 2020 o tráfico de entorpecentes e outros delitos graves no Vale do Aço. Participaram da entrevista também o capitão PM Anselmo Pedrosa e o delegado da PCMG, Gilmaro Alves.

O promotor esclareceu que a operação foi iniciada a partir de informações colhidas em uma outra investigação, de anos anteriores. “Começamos a investigar e chegamos a conclusão de que os líderes eram pessoas que já conhecíamos (da operação TNT) e que nós mesmos havíamos investigado em outras ocasiões".

"Inclusive, o principal líder foi preso no estado de Santa Catarina, enquanto estava no interior de um parque temático famoso naquele local. Então, pudemos constatar que essas pessoas faziam vultuosas inserções de drogas no Vale do Aço e região. Chegamos a apreensão de mais de 100 kg de maconha. Essas pessoas estavam envolvidas com todas as espécies de crime, especialmente tráfico, roubos, explosões de caixas eletrônicos e havendo notícias também de alguns homicídios”, detalha.

Schiavo acrescenta que até agora foram efetuadas diversas prisões, sendo importante destacar que muitos eram conhecidos nos meios policiais e nenhum tinha trabalho lícito, viviam somente do tráfico. A operação ganhou o nome de velha guarda especialmente porque as pessoas, seus líderes, são conhecidas como praticantes de tráfico na região.

“Podemos falar que se trata de uma organização criminosa com uma divisão muito precisa de tarefas, de gerência, de execução, de transporte, recolhimento e camuflamento do dinheiro, o que chamamos de lavagem de dinheiro. É muito cedo para dizer, mas temos indícios bem concretos de que havia pessoas lavando dinheiro para essa quadrilha”, adianta.

Ainda segundo o promotor, dados concretos apontam movimentação de muito dinheiro. “São pessoas que movimentam expressiva quantidade de valores. De modo que precisamos nos ater a isso e impedir que que continuem praticando crimes, algumas delas o fazem mesmo presas nos estabelecimento prisionais. Agora, oferecemos as denúncias, que foram divididas por núcleos, e as informações que restaram e não foram objetos de processos penais, terão aprofundadas as investigações”, conclui. Assista o vídeo com a entrevista na íntegra:


Gaego detalha resultados da Operação Velha Guarda em Ipatinga


Veja mais:

Operação TNT Segunda Temporada: Oito pessoas são presas em nova etapa de operação conjunta que combate crime de tráfico
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Comentários

Curto e Franco 15 de maio, 2020 | 17:39
Nao adianta prender , a justiça no brasil e muito fraca , alem disso os traficantes conseguem comandar o trafico la de dentro dos presidios na vista dos agentes penitenciarios .
Ademir Lucio Santos 15 de maio, 2020 | 12:08
ainda assim prenderam pouca gente tem mais no minimo 1.000 pessoas entre os bairros.veneza.caravelas.canaa.canaazinho.limoeiro.e afins que precisam ser presas imediatamente.para amenizar um pouco o trafico de drogas em ipatinga e regiao.
Fernando Moreira Bitancourt 14 de maio, 2020 | 19:02
Otimo trabalho destes policiais mas quem e cade o nomes das pessoas envolvidas cade fotos para todo mundo ver

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