02 de maio, de 2020 | 23:30
Depoimento de Moro na PF em Curitiba durou mais de oito horas
Ex-ministro contribuiu para o inquérito que investiga possível interferência política do presidente Jair Bolsonaro na PF
Moro entregou áudios, mensagens de whatsapp, emails e conversas com outras autoridades para incriminar BolsonaroDepois de se demitir do governo federal, o ex-ministro e ex-juiz da operação lava jato, Sergio Moro, apresentou várias provas contra Jair Bolsonaro, num depoimento de mais de oito horas, realizado neste sábado (1).
"Além das mensagens de WhatsApp, ele apresentou emails e áudios de conversas dele e de funcionários que autorizaram sua utilização. Moro também disponibilizou o celular e arquivos de mídia para cópia e perícia. No material, há conversas com outras autoridades usadas por Bolsonaro para mandar recados a Moro", informa o site Antagonista, o mais próximo a Moro.
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, chegou para depor na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, por volta das 13h50 deste sábado (2).
O depoimento começou em torno das 14h e o ex-juiz continuava no local mais de oito horas após sua chegada ao edifício da PF.
O depoimento de Moro à PF foi determinado pelo ministro Celso de Mello, que deu cinco dias de prazo para a corporação ouvir o ex-magistrado. Ou Moro provava as acusações contra o presidente ou passaria a responder por delitos de denunciação caluniosa, por exemplo.
Segundo o blog de Bela Megale, do jornal O Globo, Sergio Moro reiterou acusações e entregou novas provas contra o presidente Jair Bolsonaro e sua suposta atuação para intervir na Polícia Federal.
Moro foi ouvido em uma sala ampla com a distância recomendada em função do novo coronavírus e com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). O ex-ministro acusou o presidente de interferir politicamente no trabalho da Polícia Federal e em investigações relacionadas aos familiares de Bolsonaro.
Na semana passada, o presidente afirmou que, por causa do veto do ministro Alexandre Moraes, do STF, à indicação do novo diretor geral da Polícia Federal, houve risco de crise institucional,no dia 29 de abril. Bolsonaro afirma que irá recorrer da liminar que vetou Alexandre Ramagem para a PF.
O veto do ministro do STF foi sob o argumento que a indicação não atendia ao critério da impessoalidade. Ramagem é amigo da família, principalmente do filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro, investigado pela PF por suspeita de comandar o "gabinete do ódio",uma central de distribuição online de ataque a instituições como o Congresso Nacional, STF e a imprensa.
Confronto
O ex-ministro chegou à Superintendência por volta das 14h e acessou o prédio por uma porta lateral, driblando a imprensa e manifestantes que se aglomeravam no local.
Mais cedo, apoiadores de Bolsonaro e dissidentes que agora se declaram antibolsonaristas pró-Moro aguardavam sua chegada aos gritos de "mito" e "Moro". Houve confronto entre os manifestantes e jornalistas chegaram a ser agredidos.
A tropa da Polícia Militar do Estado do Paraná teve que intervir a saída encontrada pelo comando do policiamento foi separar os militantes dos dois lados da rua. Os gritos e xingamentos foram mantidos durante toda a tarde e começo da noite.
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Leoncio Simoes
04 de maio, 2020 | 07:37Fiquei decepcionado com o bolsonaro, mas e muito facil saber quem e quem.
Ouça as merdas que disse Sergio mouro,
I as merdas ditas pela familha bolsonaro.
O brasil e assim quando nao e uma quadrilha (pt)e um doido de pedras.”
José Vicente dos Santos
03 de maio, 2020 | 12:49Boa tarde,nosso presidente e mentiroso .nao sei como mas tem que parar este presidente,as de coronavirus e de sua responsabilidade junto com os governadores so .depois de ontem em goias so resta pedir a saida do presidente”