Por causa do Coronavírus, nada se move na Argentina por uma semana

Em resposta ao presidente Fernández, pessoas saíram às sacadas das residências em Buenos Aires e bateram palmas


O presidente da Argentina, Alberto Fernández anunciou na noite dessa quinta-feira, medidas consideradas extremas para enfrentar o coronavirus.

Com o anúncio, o governo acirra as medidas que desde segunda-feira o comércio em todas as cidades.

Os impactos econômicos são imprevisíveis, mas o presidente apelou para o sentimento de cidadania e urgência na saúde de todos.

Em discurso duro, ao vivo, em rede nacional de televisão agora há pouco, o presidente afirmou que o país será inflexível e anunciou que à 0h dessa sexta-feira entram em vigor as seguintes medidas, até 31 de março:

- Quarentena total a partir de 0h de sexta-feira (20).

- Nenhuma pessoa pode sair às ruas a não ser que comprovadamente vá comprar comida, remédios ou combustíveis.

- Pessoas apanhadas nas ruas sem objetivos pré-definidos serão presas imediatamente

- A meta é interromper a transmissão do Coronavirus, que já infecta 251 pessoas no país

- Os estabelecimentos autorizados ao funcionamento ( supermercados, padarias e farmácias) terão que manter esquemas especiais para evitar aglomeração de pessoas

- A cobrança de impostos está suspensa por dois meses.

Toda a força de segurança do país será colocada nas ruas para o cumprimento das medidas. Aqueles que quebrarem a quarentena serão acusados ​​de crime contra a saúde pública.

"Vamos ser inflexíveis . É uma medida excepcional que tomamos dentro do que a democracia permite. Espero que haja momentos melhores nos quatro anos que eu tenho como presidente", acrescentou.

Em resposta, pessoas saíram às sacadas das residências em Buenos Aires e bateram palmas.

Feriado prolongado

No dia 24 de março é comemorado Dia da Memória pela Verdade e Justiça pela vítimas da ditadura militar na Argentina. O feriado prolongado levaria milhares de pessoas a se deslocarem entre as cidades, comprometendo assim as medidas de isolamento social já decretadas.

Prefeitos de cidades litorâneas já tinham pedido medidas práticas, pois na quinta-feira detectaram aumento no fluxo de veículos particulares, uma vez que os ônibus não estão circulando desde segunda-feira.
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