12 de março, de 2020 | 09:00

Professores de escolas estaduais são convocados para assembleia hoje

A categoria reivindica a quitação do 13º salário de 2019, a interrupção de políticas que dificultam o acesso à Educação e o cumprimento do Piso Salarial

Divulgação
Os servidores se encontrarão no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais Os servidores se encontrarão no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Para esta quinta-feira (12), professores e funcionários da Educação, da rede estadual, foram convocados a participar de uma assembleia, às 14h, no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), para definir os rumos da greve, que já dura 30 dias. A categoria reivindica a quitação do 13º salário de 2019, a interrupção de políticas que dificultam o acesso à Educação e o cumprimento do Piso Salarial.

Os servidores também aguardavam que o governador Romeu Zema sancionasse o Projeto de Lei nº 1.451/20 e suas emendas, que concedem reajuste salarial para várias categorias. No entanto, na tarde desta quarta-feira (11), Romeu Zema decidiu sancionar parcialmente o PL. Foi sancionado apenas o primeiro artigo, que repõe em 13% os vencimentos em função das perdas inflacionárias para as Forças de Segurança Pública. Todos os demais foram vetados, incluindo a emenda que estende o reajuste a outras categorias.

Em audiência pública, realizada na terça-feira (10), o secretário de Estado de Governo, Bilac Pinto, já havia afirmado que o governador iria vetar as emendas. Ou seja, apenas o reajuste dos servidores da segurança seria mantido, respeitando o projeto original. Bilac Pinto também ressaltou que se a assembleia por ventura derrubar o veto, o governo questionará a decisão na Justiça.

Aprovação da PL

Já no dia 20 de fevereiro, os deputados estaduais chegaram a aprovar, em segundo turno, o PL 1.451/20, de autoria do governo federal, que concede recomposição salarial de 41,7% aos servidores da segurança pública. A emenda que oferece reajuste para outras categorias, incluindo a Educação, também foi aprovada. No dia seguinte, o Governo de Minas Gerais divulgou uma nota reafirmando o compromisso com o texto original enviado à Assembleia Legislativa e que o projeto de lei estava em conformidade com o atual entendimento do Tribunal de Contas sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Balanço da greve

Na região do Vale do Aço, a diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), subsede de Ipatinga, Cida Lima, informou que “na rede estadual, em média, 75% de escolas estão paralisadas, tanto integralmente quanto parcialmente”. Até o momento, não há previsão de quando a greve na rede estadual será encerrada.

Diálogo

Quando a greve dos professores estaduais foi deflagrada, no dia 11 de fevereiro, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) informou, por meio de nota, que respeita o direito constitucional de greve dos servidores da Educação e reitera que tem mantido um diálogo com representantes sindicais. “Várias agendas foram realizadas, ao longo de 2019, com os representantes das entidades sindicais e do Governo do Estado, nas quais assuntos da área da educação foram debatidos. A SEE reforça que os canais de diálogos continuarão abertos para que as reivindicações da categoria possam ser apresentadas e discutidas”.

Já a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) ressaltou que vem recebendo e dialogando com representantes dos sindicatos de todas as categorias. “Até o momento, 70% dos servidores da Educação receberam o 13° salário integral. Para concluir o pagamento e pôr fim ao parcelamento de salários por seis meses, o Governo do Estado conta com a operação financeira do nióbio”, pontuou.
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