Governo estadual avalia reajuste da Segurança Pública e da Educação

Em nota enviada ao Diário do Ao, nesta quinta-feira (20), o Governo de Minas Gerais reafirmou o compromisso com o texto original do projeto de lei enviado à Assembleia Legislativa

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Professores e funcionários da rede estadual estão em greve desde o dia 11 deste mês
(Tiago Araújo - Repórter)
Após a aprovação do Projeto de Lei nº 1.451/2020, que concede recomposição salarial aos servidores da Segurança Pública, e de suas emendas, que estendem o reajuste para outras categorias, o governo estadual anunciou que ainda irá analisar o impacto financeiro que será causado por essa matéria. A expectativa dos servidores da Educação é que o Executivo sancione o texto, já que estão em greve há 10 dias.

Em nota enviada ao Diário do Ao, nesta quinta-feira (20), o Governo de Minas Gerais reafirmou o compromisso com o texto original do projeto de lei enviado à Assembleia Legislativa. “O impacto financeiro já havia sido avaliado e o encaminhamento do projeto está em conformidade com o atual entendimento do Tribunal de Contas sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal. As emendas incorporadas ao projeto pelo parlamento mineiro ainda não foram analisadas pelo Executivo. Elas serão analisadas levando em consideração a situação financeira do Estado e a constitucionalidade das mesmas”, afirmou.

Comparação

O governo estadual também reiterou que as Forças de Segurança Pública estão sem recomposição salarial desde 2015, diferentemente de outras categorias, como, por exemplo, Saúde e Educação. “Essa última obteve aumento de 46,75% durante o governo anterior. Ademais, a comparação da média salarial das Forças de Segurança em Minas com outros estados, revela a 14ª colocação entre os 27 entes federados. O governo lembra ainda que o problema do Estado de Minas Gerais é estrutural e somente reformas profundas podem nos tirar da grave crise que nos encontramos e por isso, o Governo do Estado continua firme no propósito de aderir ao Regime de Recuperação Fiscal”, concluiu a nota.

Assembleia

Na tarde desta quinta-feira (20), os professores e funcionários da rede estadual realizaram uma assembleia para discutir os rumos da greve, deflagrada no dia 11. O encontro ocorreu no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde ficou decidido que a greve continuará, por tempo indeterminado. A categoria reivindica propostas de pagamento do piso salarial nacional, a quitação do 13º salário de 2019 e a interrupção de políticas que dificultam o acesso à Educação.
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