04 de março, de 2020 | 17:35
Hospital em Coronel Fabriciano passará por reforma e contará com maternidade
Conforme o prefeito de Coronel Fabriciano, a administração utilizará recursos próprios para a realização das obras, que têm como prazo de execução esse semestre
A administração de Coronel Fabriciano anunciou em entrevista coletiva, na tarde desta quarta-feira (4), que o Hospital Dr. José Maria Morais (HJMM) passará por uma reforma, no valor de R$ 1 milhão, aproximadamente. Dentre os trabalhos estão a reativação da ala de maternidade e ampliação do hospital. Participaram da coletiva o prefeito Marcos Vinícius; o secretário de Governança de Saúde, Ricardo Cacau; secretário de Governança Urbana, Planejamento e Meio Ambiente, Douglas Prado e a diretora executiva do hospital, Kátia Barbalho.
O projeto das obras contemplará a ala de maternidade e obstetrícia, que está desativada há mais de uma década; reforma e ampliação da Central de Materiais Esterilizados (CME); reforma da entrada principal do HJMM, recepção e sala de triagem; e construção do novo bloco cirúrgico, com salas para pequenas e grandes cirurgias. Com as obras, será ampliado de 60 para 80 os leitos de internação, com aumento da capacidade de realização de cirurgias em 50%.
Recursos próprios
Conforme o prefeito de Coronel Fabriciano, a administração utilizará recursos próprios para a realização das obras, que têm como prazo de execução esse semestre. O meu perfil não é político, é gestor. E é nas crises que vemos as oportunidades. Desde 2017 estamos tratando o recurso público com muita seriedade. Estamos tornando nossa saúde mais eficiente. O Estado de Minas Gerais está em crise, mas eu não vou ficar com o discurso do passado, que nós somos pobrezinhos e não podemos ter nada. Fabriciano é uma cidade muito rica. Estamos reconquistando o espaço no cenário estadual e nacional, e as políticas públicas estão acontecendo de verdade na nossa cidade”, afirmou.
Obras
De acordo com o prefeito, as obras no hospital começaram há 30 dias e devem ser concluídas dentro desse semestre, com os equipamentos comprados. Não contamos apenas com a parte das obras físicas, por exemplo, a unidade de pronto atendimento do hospital já está pronta, mas ainda dependemos da Copasa e Cemig, de equipamentos e do processo seletivo para contratar funcionários. No entanto, isso não quer dizer que possamos fazer tudo isso em 60 dias. E a obra da parte física ficará em torno de R$ 500 mil, mas o investimento total é de R$ 1 milhão, aproximadamente”, explicou.
Economia
Marcos Vinícius também destacou que a reforma no hospital, com a compra de equipamentos e construção da ala da maternidade, tem o objetivo de gerar uma economia para o município. Um exemplo: antes, nós gastávamos R$ 80 mil por mês para fazer esterilização de equipamentos médicos, por meio de uma empresa terceirizada. Agora, já estamos fazendo isso dentro do hospital, ao custo de R$ 25 mil/mês, após a aquisição de equipamentos que estavam previstos dentro dessa reforma. Ou seja, essa economia agora ficará para os cofres públicos”, citou.
Convênio SAMU
Na entrevista, o prefeito Marcos Vinícius aproveitou para anunciar que o convênio do SAMU Leste de Minas deverá ser assinado no dia 16 deste mês. Uma das intervenções que eu fiz no momento em que assumi o Consórcio Intermunicipal de Saúde dos Vales (Cisvales) era fazer a unificação com o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência e Emergência do Leste de Minas (Consurge), porque eu não via realmente a necessidade de ter vaidade política e ter dois consórcios. Agora será apenas SAMU Leste de Minas. E para funcionar nos próximos meses, Coronel Fabriciano terá uma base de atendimento avançada e uma básica, que já estão prontas para funcionar”, afirmou.
Coronavírus
O prefeito Marcos Vinícius também se pronunciou em relação à preparação da administração em relação ao novo coronavírus. Estamos seguindo todos os protocolos que o Ministério da Saúde exige. Mas para se ter uma ideia, em Minas Gerais, até o próprio exame não é 100% feito no estado, é terceirizado para outro estado para ter a comprovação. Ou seja, é algo muito novo. Mas estamos preparados para tratar dos sintomas. Temos quartos de isolamentos para esses casos, porém, estar preparado para a mutação do coronavírus é outra situação”, concluiu.
(Tiago Araújo - Repórter)
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