Médico alerta acerca de notícias falsas sobre coronavírus

O infectologista cooperado da Unimed Vale do Aço, Pedro Carneiro, esclareceu algumas questões sobre a doença

O anúncio da suspeita da primeira infecção pelo coronavírus no Brasil levantou o alerta ao governo de Minas Gerais. A suspeita de que uma mulher internada em Belo Horizonte tenha contraído a doença numa viagem à China foi descartada na quinta-feira, pela Secretaria de Estado de Saúde. Isso ocorreu após o governo mineiro receber orientações oficiais do Ministério da Saúde para definição de casos suspeitos do coronavírus, que já deixou 26 mortos na China. Apesar disso, inúmeras notícias, verdadeiras ou falsas, já circulam nas mídias sociais. O infectologista cooperado da Unimed Vale do Aço, Pedro Carneiro, esclareceu algumas questões sobre a doença.

De acordo com o médico, o alerta emitido por órgãos de saúde do mundo integra um protocolo padrão para este tipo de patologia. “Todos os vírus causadores de doenças respiratórias fazem parte de um painel internacional de microrganismos potencialmente causadores de epidemias e pandemias. Na China, surgiram vários casos de uma doença respiratória aguda, alguns com sintomas mais graves e outros semelhantes a uma gripe comum, porém, por se tratar de uma doença respiratória, teme-se a disseminação rápida e em escala global. Portanto, toda vez que em algum lugar do mundo surgirem doenças relacionadas a isso, existe um alerta a ser divulgado, seja pela OMS (Organização Mundial da Saúde) ou outros órgãos”, esclareceu.

Embora existam comparações do novo agente patológico com a síndrome respiratória aguda grave (SARS), surgida também na China, as formas de transmissão do vírus em evidência no momento ainda são desconhecidas.

“O coronavírus tem a capacidade de infectar animais e raramente mamíferos, incluindo os seres humanos. Na China, os casos foram registrados em uma mesma cidade e as pessoas que apresentam os sintomas tiveram contato com um mesmo local. Ainda não se sabe do potencial de infecção de pessoa para pessoa ou pelos animais, nem mesmo a transmissibilidade da patologia. O que sabemos é que se trata de um coronavírus, com características diferentes”, acrescentou o médico.

O cooperado da Unimed Vale do Aço ainda fez um alerta sobre as informações obtidas pela internet e repassadas de forma descontrolada. “A internet é uma ferramenta importante, até mesmo pra nós médicos, uma vez que ela nos auxilia a ter informações de doenças ao redor do mundo e várias outras questões. O problema é que a internet não filtra a maneira de informar as pessoas. Se você coloca ferida na perna, por exemplo, aparecem várias situações, desde tragédias a casos menores e algumas pessoas tendem a acreditar no que é mais grave. Quando vamos ao Google, devemos procurar informações em sites confiáveis, como os portais oficiais do Ministério da Saúde, da Anvisa, OMS, entre outros. O problema de se fazer uma pesquisa sem orientação médica é acreditar em informações não verídicas”, alertou o especialista.

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