Secretaria de Estado de Saúde lista irregularidades no CSE de Ipatinga

Conforme a SES, a interdição do CSE foi cautelar, baseada no artigo 102 da Lei Estadual 13317/99 e nos riscos sanitários, além da ocorrência de dois surtos consecutivos de toxinfecção alimentar na unidade

Wôlmer Ezequiel/Arquivo DA


Nesse ano foram registrados dois surtos consecutivos de toxinfecção alimentar dentro da unidade

Devido a uma série de irregularidades encontradas, a cozinha do Centro Socioeducativo (CSE) de Ipatinga se encontra interditada desde quarta-feira (4), conforme foi publicado pelo Diário do Aço na edição de sexta-feira. Em nota enviada ontem, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) detalhou as irregularidades que causaram a interdição da cozinha da unidade, que já foi alvo de várias denúncias ao longo desse ano.

Conforme a SES, a interdição no CSE foi cautelar, baseada no artigo 102 da Lei Estadual 13317/99 e nos riscos sanitários, além da ocorrência de dois surtos consecutivos de toxinfecção alimentar na unidade, assim, a interdição perdurará até a adequação das inconformidades detectadas. “Foi concedido um prazo de 24 horas para a instituição providenciar/contratar fornecimento de alimentação segura de forma a não interromper o fornecimento e deixar os internos desabastecidos”, ressaltou a secretaria.

A SES também informou ao Diário do Aço que a referida cozinha do CSE de Ipatinga não cumpre com o manual de Boas Práticas de Manipulação de Alimentos conforme a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 216/2004 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), quanto à estrutura física e processos de trabalho. Segue abaixo, na íntegra, as irregularidades apontadas pela SES:

“Foi verificado que a área física não possui os ambientes mínimos necessários; há cruzamento de fluxo; telas das janelas danificadas, o sistema hidráulico/esgotamento sanitário proveniente das celas passando pelo piso da cozinha e se encontram com a grelha quebrada (aberto) propiciando aparecimento de roedores; não tem controle de pragas e vetores; exaustor de parede com tampa quebrada e presença de fiação exposta; presença de vazamento no sifão da pia com acúmulo de sujidades, sendo a água coletada em balde (transbordando e derramando no piso); inexistência de armários para guarda de utensílios que ficam em prateleiras abertas ou sob as bancadas, em caixas diretamente sobre o piso; armazenamento inadequado dos alimentos no freezer, sem controle de temperatura e sem segregação (carnes junto com leite em garrafa pet, alimentos de funcionários); procedimentos operacionais padrão desatualizados e os funcionários não têm conhecimento dos mesmos: não há controle de higienização de utensílios, periodicidade de limpeza das superfícies (presença de crosta de gordura nas janelas); não tem registro de limpeza da caixa d’água (de metal e de difícil acesso); não realiza análise de potabilidade da água; inexistência de coifa; não possui manutenção dos equipamentos; não possui gerenciamento de resíduos, não possui abrigo temporário e os resíduos ficam expostos ao tempo (fermentando), mal acondicionados em lixeiras com preenchimento até a borda, dentre outras não conformidades”.
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Comentários

Abroba 08 de Dezembro, 2019 | 18:24
Isso não é novidades pra ninguém, a direção já tinha conhecimentos a tempo destas situações. Olha ai filhão no que tá dando a sua maneira de administra a unidade. Vc vai acabar batendo chaves pra vc sentir na pele oque é trabalhar neste núcleo fedendo carniça...
Ase X9 08 de Dezembro, 2019 | 07:01
Este fato já estava mais que atrasado, pois lá na unidade se encontra: pombos, gatos, galinhas e até gambás que ficam passeando pela unidade. Além de ser fatos recorrentes e que a direção geral da unidade estava cantando de saber e não tomava nenhuma atitude! Pois nem viaturas a unidade está tendo para se ter o mínimo de dignidade para o agente poder executar o seu trabalho.

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