Vigilância sanitária interdita cozinha do CSE de Ipatinga

A Sejusp afirmou por meio de nota que a ação não prejudicou a rotina da unidade socioeducativa

Wôlmer Ezequiel


Ao longo dos anos, o CSE de Ipatinga foi alvo de várias denúncias

A cozinha do Centro Socioeducativo (CSE) de Ipatinga foi interditada pela vigilância sanitária estadual essa semana. Em nota enviada ao Diário do Aço, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio da Subsecretaria de Atendimento Socioeducativo (Suase), confirmou a interdição, que ocorreu na quarta-feira (4).

A Sejusp também afirmou na nota que a ação não prejudicou a rotina da unidade socioeducativa. “As refeições serão preparadas na cozinha industrial da empresa fornecedora e enviadas para a unidade diariamente. Todas as medidas para a regularização das instalações já estão sendo tomadas”.


Irregularidades

Conforme publicado pelo Diário do Aço, no dia 17 de maio desse ano, o CSE de Ipatinga recebeu a visita de uma comitiva constituída por representantes do Ministério Público, Defensoria Pública e a co-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia de Minas Gerais (ALMG), deputada estadual Andréia de Jesus.

Nessa visita foram feitas entrevistas com internos, agentes socioeducativos e demais funcionários da unidade. Com base nesses depoimentos, a comitiva elaborou um relatório que aponta agressões, maus-tratos, torturas físicas e psicológicas, alimentos estragados, alojamentos sujos, péssimas condições de trabalho, plantões prolongados, problemas de infraestrutura e dentre outros.

Em relação à infraestrutura, a equipe técnica da visita detalhou os seguintes problemas no relatório elaborado: “falta computadores; gotejamento nas salas de aulas; ausência de ventilação (não há ventiladores); problemas com a rede coletora de esgoto que, pela proximidade da cozinha, podem gerar contaminação de alimentos; falta de água para limpeza e uso na cozinha”.

Obras

No dia 26 do mês passado, tiveram início os serviços da reforma do CSE de Ipatinga, com previsão de término no primeiro trimestre de 2020. Em nota, a Sejusp informou ao Diário do Aço que, ao todo, serão investidos R$ 95 mil nas obras, dos quais, R$ 50 mil serão destinados para a reforma do prédio e R$ 45 mil para a instalação do sistema de monitoramento eletrônico nos setores de segurança, disponibilizados pelo Ministério Público.

Conforme a Sejusp, a reforma inclui troca e manutenção do sistema hidráulico e dos vasos sanitários; correção da iluminação; reforço estrutural da laje; pintura da unidade; construção de vestiário feminino e masculino para os agentes socioeducativos; instalação de caixas d’água; manutenção do aquecedor solar; abertura de ventanas e, por fim, instalação de exaustores junto aos alojamentos, para maior iluminação e ventilação.
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