Após espera de 46 dias, familiares e amigos se despedem de Mozart de Sá

O corpo de Mozart foi sepultado na tarde desta segunda-feira (2), no Cemitério Parque Senhora da Paz, no bairro Veneza II, em Ipatinga

Wôlmer Ezequiel


O corpo de Mozart foi sepultado no Cemitério Parque Senhora da Paz, em Ipatinga

Finalmente a família de Mozart José de Sá, de 53 anos, conseguiu se despedir do ipatinguense, em sua terra natal, depois de uma espera de 46 dias. O corpo de Mozart foi sepultado na tarde desta segunda-feira (2), no Cemitério Parque Senhora da Paz, no bairro Veneza II, em Ipatinga.

O drama vivido pela família, com a longa espera, foi relatado em reportagem publicada no dia 20 de novembro, pelo Diário do Aço.

O engenheiro Mozart José de Sá estava em viagem de férias nas ilhas Seicheles (arquipélago localizado no Oceano Índico, perto da costa leste da África), quando sofreu um ataque cardíaco e morreu, no dia 17 de outubro. Conforme a família, ele tinha um planejamento para conhecer 100 países. Morreu quando conhecia o 99º país desse plano.
Mozart tinha contratado um seguro-viagem, e a demora no traslado do corpo foi atribuída, pela família, a questões burocráticas, apenas. A embaixada do Brasil mais próxima do local da morte do brasileiro fica na Tanzânia, que está distante 2.287 quilômetros aéreos de Seicheles.

As ilhas recebem turistas do mundo todo, atraídos pela água de cor azul e pelo clima tropical. Foi conhecendo um paraíso que Mozart morreu de causa natural, conforme seus familiares. Ele trabalhava como engenheiro na Copasa, em Belo Horizonte, e morava no bairro Novo Cruzeiro, em Ipatinga, com seus pais, José Mozart de Sá e Maria Dalva de Sá.

Depoimento

Em entrevista ao Diário do Aço no dia 19 de outubro, a família relatou a dificuldade de conseguir fazer o traslado internacional, pediu empenho do Ministério das Relações Exteriores, e explicou o sofrimento da família com a burocracia.

Uma das características marcantes de Mozart era seu comportamento altruísta, conforme lembrou sua irmã, Dalva Elyda de Sá, em entrevista ao Diário do Aço. “Ele toda vida foi um menino muito honesto e leal, cheio de amizades. Inclusive, o bairro Novo Cruzeiro ficou praticamente parado quando ele morreu. A missa de sétimo dia ficou lotada. Ele sempre foi uma pessoa da comunidade, participava muito de ações sociais. Ele tinha o hábito de ajudar o próximo. Acredito que meu irmão cumpriu com sua missão aqui na terra”, pontuou.
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