Incêndio na serra entre Marliéria e Jaguaraçu chega ao sexto dia hoje

Grande parte da área queimada engloba matas que fazem parte da zona de amortecimento do Parque Estadual do Rio Doce

Divulgação CBMMG


Bombeiros militares têm enfrentado dificuldades no combate ao incêndio, devido ao terreno acidentado

A previsão de chuva nessa semana gera expectativa por parte dos brigadistas que desde o começo da semana passada, têm lidado com diversas ocorrências de incêndios florestais. Atualmente a maior preocupação é com a serra que separa os municípios de Marliéria e Jaguaraçu, que arde em chamas desde o dia 5.

O tenente Neymar Gomes de Almeida, do 11º Batalhão do Corpo de Bombeiros afirmou, nesta segunda-feira (11) ao Diário do Aço, que se chover nesses próximos dias contribuirá muito para extinguir o incêndio florestal que se iniciou em uma propriedade particular, na base do Pico do Machado, em Marliéria, e alastrou-se por uma vasta região de serra, em área de difícil acesso. “As chamas ainda não foram controladas. O incêndio permanece em vários focos no local, que é bastante acidentado e não oferece condições para combate direto, em boa parte dele. Por isso, se chover, ajudará muito em nossos trabalhos”, enfatizou.

O balanço divulgado pelo Corpo de Bombeiros, nesta segunda-feira, informa que a concentração dos esforços dos militares estava na região do Córrego do Nilo, durante a parte da manhã, com o intuito de evitar que o incêndio voltasse nesse local. “Nessa área estão atuando bombeiros militares e brigadistas de Marliéria. Outra equipe encontra-se no combate direto à linha do fogo, na região da Piteira (próximo à zona urbana de Marliéria), que é o segundo ponto, para conter as chamas e evitar que se espalhe pela zona urbana”.

Grande parte da área queimada engloba matas que fazem parte da zona de amortecimento do Parque Estadual do Rio Doce.

APA Jacuba
Já o terceiro ponto do incêndio florestal atinge a Área de Preservação Ambiental (APA) da cachoeira da Jacuba, em Jaguaraçu. No local brigadistas atuam desde o fim de semana. Máquinas pesadas são usadas na formação de aceiros, numa tentativa de bloquear o avanço das chamas. “É um ponto bastante crítico, e todos os esforços foram concentrados nesse ponto após o controle do incêndio nas outras regiões. E no último ponto, Elmo, estão os brigadistas do Parque Estadual do Rio Doce para fazerem os trabalhos de rescaldo”, pontuou a nota.

Com isso, foi possível controlar alguns focos que avançavam em direção ao interior da reserva, mas não foi possível extinguir todos os focos. A APA Jacuba abriga o manancial que abastece toda a demanda de água de Jaguaraçu.

Fim de semana
Conforme a assessoria do Corpo de Bombeiros, grande parte da equipe foi empenhada em pontos estratégicos do córrego Bonfim, onde foi possível controlar e extinguir vários focos de incêndio. Entretanto o fogo que atinge o Pico do Machado, desceu pelo fundo do vale sentido a Marliéria. No fim de semana, em mensagens enviadas ao Diário do Aço, moradores lamentavam as perdas ambientais. “Marliéria está cercada pelo fogo nessa noite, que tristeza”, afirmou uma moradora.

No domingo (10), durante todo o dia, bombeiros e brigadistas atuaram em duas frentes, dentre elas, uma na encosta ao sul do Pico do Machado, próxima à estrada que dá acesso a Marliéria, e outra no fundo do vale que desce do Machado até Marliéria, onde o fogo chegou a partir da encosta da serra, precisando ser contido para não ultrapassar a estrada e alcançar a encosta contrária.

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Comentários

O m s 12 de Novembro, 2019 | 20:06
Foram mais de 5 mil hectares destruídos.
Matas,nascentes, flora e fauna...
Vai demorar anos e anos para recuperar a flora pois a fauna é quase impossível.
E isso vai ficar impune????
Pergunta Que Não Quer Calar. 11 de Novembro, 2019 | 18:47
Uma pergunta.
Se todos já sabem aonde iniciou essa maior tragédia na história de Marliéria.

AONDE ESTÁ O PROPRIETÁRIO DESSE SÍTIO?

Pois o incêndio não ia começar sozinho.E pelo que sei esse moço não se encontra no sítio.
Isso não pode ficar impune....Mesmo se essa pessoa estiver fugido do Brasil ele vai pagar pelo que fez...
Isso é caso de cadeia mesmo.
Crime ambiental gravíssimo.

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