Superintendente da Copasa descarta de racionamento de água na região

Realidade local está distante daquela de outros 100 municípios que entraram em calamidade por escassez hídrica

Wôlmer Ezequiel


Albino Campos destacou a importância do uso racional da água

Diante de uma crise hídrica que vários municípios enfrentam, em Minas Gerais e outros estados, nas áreas onde há pouca incidência de chuva, o temor de ocorrer um racionamento de água fica mais forte quando há escassez da temporada chuvosa. O Vale do Aço também passa por uma seca atípica e por aqui também há o medo do racionamento. Entretanto, essa possibilidade é remota. A garantia é de Albino Campos, superintendente operacional da Copasa, nos vales, do Aço e Rio Doce.

Em entrevista ao Diário do Aço, o superintendente avalia que nos últimos anos vários lugares enfrentam crises recorrentes, com efeitos na indústria e consumo humano. “Na última década, o estado de Minas Gerais passou por uma escassez hídrica sem limites e, infelizmente, ainda sofremos em razão disso. Por isso que é importante discutir meios para promoção de técnicas adequadas para melhorar as condições ambientais e melhorar a qualidade da água dos nossos mananciais”, enfatizou.

Albino Campos também afirmou que no Vale do Aço, os rios, Piracicaba e Doce, estão com volume muito baixo de água, não sendo possível depender apenas da chuva para recuperar sua vazão. “Precisamos de fazer com que esses rios tenham suas vazões aumentadas e que sejam perenes. Nesse sentido, a Copasa desenvolve na região o programa Pró-Mananciais, envolvendo 20 municípios. O objetivo é proteger e recuperar as microbacias hidrográficas e as áreas de recarga dos aquíferos dos mananciais utilizados para a captação de água para abastecimento público das cidades operadas pela Copasa”, detalhou.

Racionamento de água
Em relação à possibilidade de ocorrer um racionamento de água no núcleo urbano do Vale do Aço, formado por quatro cidades, o superintendente descartou essa hipótese. “Nós temos uma grande vantagem aqui, ou seja, a Copasa consegue captar água para todas as quatro cidades da Região Metropolitana do Vale do Aço, por meio de poços aluvionares, principalmente, do aquífero Piracicaba, e temos vazão suficiente para atender a população”, informou.

O superintendente destacou que, com o aumento da temperatura, a demanda de água aumenta muito, por isso é sempre é recomendável o uso racional do líquido. “Devemos lembrar que se trata de um bem finito, e mesmo que na região não exista a necessidade de racionamento, em Minas Gerais já temos mais de 100 municípios que já decretaram estado de calamidade pública em razão da escassez hídrica. Em outras cidades que atendemos, fora do Vale do Aço, existem 14 em sistema de rodízio. Portanto, estamos buscando prospectar novas fontes de produção, mas o importante é todos se conscientizarem, não só para o consumo consciente, mas também para buscar práticas ambientalmente corretas”, enfatizou.

Ampliação do sistema produtor para abastecer Timóteo

Na Região Metropolitana do Vale do Aço, Timóteo é um dos municípios que mais registram reclamações de falta de água. Com isso, o superintendente da Copasa afirmou que foram liberados cerca de R$ 6 milhões para realização de obras para melhorar a distribuição de água em Timóteo. “Essa obra até já foi licitada. Estamos agora no processo de homologação da licitação para assinatura do contrato. Acreditamos que no primeiro trimestre do ano que vem, já iniciamos essas obras de ampliação no sistema de abastecimento de água de Timóteo, principalmente, visando melhorar as condições de abastecimento da regional Centro-Sul, onde a população aumentou muito ao longo do tempo e a infraestrutura não acompanhou esse crescimento. Já captamos recursos, licitamos essa obra e cerca de R$ 1 milhão em materiais já foram adquiridos. Estamos atentos a tudo isso”, concluiu.

Já publicado

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