Clube Alfa terá que devolver a Lagoa Bonita à Aperam

A área era cedida por um contrato de comodato ao clube; Com a extinção do clube, em Timóteo, a empresa optou por encerrar o comodato

Alex Ferreira/Arquivo DA


Até então, o Clube Alfa funcionava apenas em Lagoa Bonita, no distrito de Revés do Belém, em Bom Jesus do Galho

A área na qual está localizada a sede campestre do Clube Alfa, no distrito de Revés do Belém, em Bom Jesus do Galho, deverá ser devolvida, até segunda-feira (4), à Aperam South America, proprietária do terreno que abriga uma lagoa com três quilômetros de extensão, área de acampamento, uma praça, parque infantil, restaurante, vestiário, marina e outros equipamentos. A direção do antigo clube foi notificada no dia 4 de outubro acerca da decisão da empresa, que deu um aviso prévio de 30 dias.

A área era cedida por um contrato de comodato ao clube. Com a extinção do clube, em Timóteo, a empresa optou por encerrar o comodato.

Em entrevista ao Diário do Aço, o diretor da sede campestre, Eraldo Araújo, confirmou a notificação e informou que os sócios do clube precisam retirar, até segunda-feira, seus pertences, como instrumentos de pesca, barracas e utensílios para churrasco. “A maioria dos sócios já está até retirando seus objetos da sede campestre. Então a orientação é para que todos retirem, porque depois do dia 4 apenas a Aperam poderá liberar a entrada ao clube”, afirmou.

Procurada pelo Diário do Aço, a Aperam informou, por meio de nota, que, conforme previsto em contrato de comodato, solicitou a devolução do imóvel denominado Lagoa Bonita, localizado no distrito de Revés do Belém. “A solicitação de devolução foi feita por meio de notificação, como previsto contratualmente, e segue dentro dos padrões de normalidade. O encerramento das atividades do Clube Alfa, em Timóteo, no início deste mês de outubro, e o rigoroso processo de gestão da Aperam em relação aos seus imóveis, motivou a empresa a tomar esta decisão. A empresa irá estudar uma forma deste imóvel continuar a ser um ponto de lazer para os empregados e a comunidade do Vale do Aço”, concluiu a nota.

Venda
Já a área de lazer do Clube Alfa, em Timóteo, foi vendida, em audiência, no dia 2 de outubro, por R$ 4,25 milhões (além dos impostos) para a empresa Incorporadora Seletiva de Imóveis Ltda. A venda ocorreu para que fosse possível quitar dívidas trabalhistas do clube com seus ex-funcionários, além de outros débitos pendentes que se acumularam ao longo dos anos.

A ata da audiência previa que 30% do valor da venda, que equivalem a R$ 1,275 milhão, deveriam ser quitados até o dia 7 deste mês, fato que já ocorreu. O restante poderá ser pago em 12 parcelas.

Com o depósito inicial, de 30% do valor da venda, foi possível pagar a dívida trabalhista de dez ex-funcionários, faltando agora 40. Essa informação foi confirmada ao Diário do Aço pelo advogado Rafael Mendes, que atua na defesa dos ex-empregados do clube.

Ações
O advogado Rafael Mendes foi procurado em março de 2018 por nove empregados do clube, com reclamações de atraso de salário, férias e outros direitos. Durante investigação, os reclamantes se surpreenderam com a ausência do recolhimento do FGTS e contribuição previdenciária de quase cinco anos. Eles entraram com a ação solicitando a rescisão indireta. “Entramos com a ação em abril de 2018 e ganhamos. O Alfa não recorreu e daí começou a fase de liquidação da sentença”, informou o advogado, à época.

Conforme o advogado, o valor total das dívidas trabalhistas do clube, em julho deste ano, contando com juros, correspondia a cerca de R$ 3 milhões, sendo que o número de ex-trabalhadores envolvidos no processo variava entre 30 e 40, mas depois chegou a 50.

O Clube Alfa, em Timóteo, está fechado desde setembro de 2018, quando os gestores alegaram que não tinham mais recursos para pagar os empregados, fornecedores, energia elétrica, gás para a sauna e insumos para o parque aquático, entre outros. Até então, apenas a sede campestre Lagoa Bonita, no distrito de Revés do Belém, vinha funcionando, mas agora a área terá que ser devolvida à Aperam.

Já publicado

Dívidas de ex-funcionários do Clube Alfa começam a ser quitadas

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Comentários

Observador de Tudo 04 de Novembro, 2019 | 16:39
Lógico que foi uma trama muito bem feita para favorecer alguém... já se fala em condomínio de luxo justamente para um certo tipo que conheço bem...
Justiça cega essa viu...
Espertalhões da área de investidores... estão cheios ai
Edmilson Silveira 01 de Novembro, 2019 | 12:43
Resumindo: Um perfil perfeito para um bando de lobos, se apoderarem do clube. Utilizando de funcionários mal instruídos e mal intencionados, os espertalhões da área de investidores imobiliários, e seus famintos advogados, conseguiram através de brechas da lei, tomar de assalto, as dependências de um clube. Entregaram de bandeja o Clube Alfa. E o resultado será migalhas aos funcionários da ação. Não passam de pobres mortais que foram ludibriados e estão se achando justiçados. Eta país....

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