O efeito devastador da queimadas

Temperatura máxima no Vale do Aço deve ficar em 35 graus na segunda-feira, mas no Jequitinhonha e Noroeste de Minas pode chegar a 40 graus

20/10/2019 às 18:01
Alex Ferreira
Sol encoberto por densa camada de fumaça ficou vermelho no fim da tarde esse domingo, 20

Depois de uma semana ininterrupta de queimadas no entorno do Vale do Aço, nesse domingo o pôr do sol apresentou um espetáculo diferente. O sol ficou vermelho, antes de se esconder atrás de uma densa camada de fumaça, no horizonte das serras que circundam o núcleo urbano.

A extensão da Serra dos Cocais, que começa em Antônio Dias e termina em Santana do Paraíso, um maciço que em alguns pontos passa de mil metros de altitude, ardeu em chamas durante toda a semana.

Em mensagens enviadas ao Diário do Aço, moradores dessas regiões lamentaram as perdas ambientais com o fogo. "É uma seca que nunca vi, em mais de 40 anos que moro aqui", explicou um dos moradores da região do Cocais.

Sem chuva, com a baixa umidade do ar e a ação irresponsável de incendiários, o verde virou cinzas no entorno da área urbana e a esperança agora é com a chegada da chuva, para recompor o verde.

Entretanto, o Instituto Nacional de Meteorologia prevê para segunda-feira (20), céu parcialmente nublado a nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas nos vales, do Aço, Rio Doce e Mucuri. A temperatura máxima nessa região pode chegar a 35 graus. Já no Norte e Noroeste tem estimativa de temperatura de até 40 graus amanhã.

Já publicado:
Queimadas voltam a sufocar no Vale do Aço

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