As investigações acerca do assassinato do 3º sargento PM Célio Ferreira Souza, em João Monlevade, apontam que o crime foi premeditado. O objetivo dos criminosos, incomodados com a ação da PM contra o tráfico, era enfrentar a polícia e provocar baixas. No dia da ação do crime, o sargento foi o primeiro a entrar na mira dos bandidos.
Álbum pessoal
Para delegados da PCMG, criminosos atraíram a atenção de policiais com falsa denúncia, com o objetivo de atentado contra a corporação
O sargento Célio foi morto na noite de sexta-feira (28/9), ao participar de uma operação em uma área de risco em João Monlevade,
conforme já noticiado pelo Portal Diário do Aço.
O delegado chefe da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil, Paulo Tavares, e a delegada adjunta, Camila Alves Batista, afirmaram essa semana que o dono da casa onde o sargento foi morto atraiu os policiais à sua casa, com a informação de que seu filho estaria sendo ameaçado de morte.
Para a PC, após acionar os policiais, o proprietário do imóvel comunicou aos traficantes sobre a ida dos militares, além de apontar o cômodo da casa onde os policiais estariam.
“O filho que o pai disse estar sendo ameaçado, na verdade estava junto dos dois presos como suspeitos do assassinato. Ele observou o crime à distância”, informou a delegada.
A conclusão das investigações, até agora, é que o crime foi planejado contra a instituição Polícia Militar, não especificamente contra o sargento Célio.
Em reconstituição do crime, com a participação dos dois presos como autores do crime, verificou-se ainda que C.R.R.M., de 18 anos, foi o autor dos disparos e estava acompanhado de I.O.C., de 20 anos, originário de Itabira.
Célio morreu em decorrência de dois tiros na cabeça. Tão logo foi atingido pelo primeiro disparo, à curta distância, o policial caiu de joelhos e foi executado com o segundo tiro.
“Qualquer militar que saísse primeiro, seria morto. Célio foi quem saiu. Os dois responsáveis viram que o sargento estava com colete e o cano da arma dele. O autor dos disparos chegou com arma em punho. A vítima não disparou nenhum tiro”, informou a delegada.
Além dos dois homens que a polícia acredita ter envolvimento direto no crime, o chefe de um grupo criminoso que comanda o tráfico no bairro São João, também foi preso, assim como o dono da casa para onde os policiais foram atraídos.
O dono da casa, que atraiu os militares, tem dois filhos menores de idade. Um é usuário de entorpecentes e o outro é traficante, divulgou a Polícia Civil. Ele prestou um depoimento confuso e contraditório, conforme os policiais.
A PC ainda não deu o caso como encerrado e afirma que outras prisões podem ocorrer com o desenrolar das investigações. (Com informações da PCMG)