24 de setembro, de 2019 | 19:00

Cenibra pretende reduzir geração de resíduos em sete mil toneladas/mês

Com o sistema de secagem de lodo biológico, os gases de exaustão das caldeiras e a biomassa serão utilizados como fonte de energia, reduzindo a quantidade de material a ser transportado

Divulgação
Projeto de tratamento e queima do lodo biológico será utilizado em 100% das atividades da empresa a partir de 2020Projeto de tratamento e queima do lodo biológico será utilizado em 100% das atividades da empresa a partir de 2020

Como parte dos investimentos em melhorias em tecnologia sustentável, a Cenibra anunciou que implantará um projeto de tratamento e queima do lodo biológico, que reduzirá a geração de resíduos na ordem de 7 mil toneladas por mês. O novo sistema será utilizado em 100% das atividades da empresa a partir de 2020.

Atualmente, a Cenibra utiliza a compostagem: separação e transporte do lodo (com 12% de consistência) para um local onde é misturado com casca de madeira e estabilizado, para posteriormente ser utilizado como adubo florestal. Os problemas desse processo, conforme a empresa, são o alto custo com transporte e a necessidade de um grande espaço físico.

No processo de tratamento de efluentes (resíduos provenientes da atividade industrial), ocorre a acumulação de lodo biológico, uma associação de microrganismos composta por bactérias, protozoários e metazoários, responsáveis pela oxidação de compostos orgânicos e inorgânicos.

Com o sistema de secagem de lodo biológico, os gases de exaustão das caldeiras e a biomassa serão utilizados como fonte de energia, reduzindo a quantidade de material a ser transportado. A reutilização dos gases no processo torna-o ainda mais sustentável.

Benefícios
O lodo seco, que é o resíduo produzido após o processo de secagem, tem outra vantagem: devido ao seu poder calorífico, será utilizado como combustível complementar para as caldeiras a biomassa da Cenibra. A implantação do novo sistema também permitirá à empresa atender a uma condicionante ambiental, encerrando as atividades na atual área de compostagem. A Cenibra aponta que é a primeira fábrica de celulose a utilizar este processo.

“O atendimento das condicionantes ambientais, a redução na geração de resíduos sólidos e a preservação do meio ambiente associado à possível economia com custos operacionais foram, desde o início, os principais objetivos deste investimento. A inovação tecnológica tem sido uma característica inerente desse novo processo que resultou em um projeto desafiador, com elevado nível de complexidade técnica, tanto para a equipe da Cenibra quanto para as empresas parceiras envolvidas”, afirmou o engenheiro de desenvolvimento de projetos da Cenibra, Andrei Barban.

Já publicado

Cenibra abre vaga para jovens aprendizes e estagiários
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário