Justiça dá liberdade provisória a suspeita de ajudar na morte do marido

Mulher estava presa desde o fim do mês passado depois da descoberta do homicídio, em Jaguaraçu

DA


Joaquim foi assassinado em 26/7

A Justiça da Comarca de Timóteo concedeu para A.S.P.H., de 38 anos, liberdade provisória na última terça-feira (3). Ela estava presa desde o dia 26 do mês passado pela suspeita de ter participado na morte do marido, o comerciante Joaquim Henrique, de 53 anos, morto dentro de casa a facadas em um suposto assalto. Além dela, uma filha do casal também teria envolvimento no crime.

Como divulgou o Diário do Aço, o comerciante foi surpreendido por dois homens que entraram em sua casa. Eles anunciaram o assalto e esfaquearam Joaquim depois de amarrá-lo. A faca ficou cravada no pescoço de Joaquim. Os dois autores do crime foram filmados por uma câmara de segurança nas proximidades da residência da vítima e fugiram em um carro.

Além da gaveta do caixa da mercearia do comerciante, localizada no térreo do imóvel, os autores do crime o levaram celular da filha e algumas joias dela e da mãe. Os policiais também verificaram ligações telefônicas entre A.S. e um jovem que seria amante dela, pouco antes do crime.

Os policiais colheram as versões da mulher e da filha do comerciante e encontraram contradições nas histórias contadas pelas duas. A suspeita da polícia é que o roubo foi forjado para encobrir o homicídio, pois a vítima teria descoberto o relacionamento extraconjugal da esposa com um jovem de 18 anos.

A mulher dele, a filha e o jovem que teria um caso com a mulher da vítima, foram detidos pela Polícia Militar e conduzidos à delegacia de Polícia Civil para prestarem esclarecimentos a respeito do crime. As duas foram autuadas pelo crime e o rapaz liberado depois de ser ouvido.

Autuada em flagrante pelo crime, a viúva ficou recolhida no Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) de Ipatinga até o dia 3 de setembro, quando a Justiça concedeu liberdade provisória para a investigada. A filha adolescente, que seria internada, ficou sob guarda de uma pessoa da família até as conclusões das investigações.
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Comentários

Não Julgue Para Não Ser Julgado. 08 de Setembro, 2019 | 12:50
Suspeito ou investigado não é necessariamente culpado. A justiça fez corretamente. Toda pessoa é inocente até que se prove o contrário.
Moradora de Jaguaraçu 08 de Setembro, 2019 | 09:03
É um absurdo isso!
Que justiça é essa?
Isso deixa os moradores de Jaguaraçu ainda mais revoltados.
Como pode deixar uma pessoa dessa livre ainda?
Triste!?
Jaguaraçu pede JUSTIÇA!??

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