Representação requer cassação de mandato de Masinho

Ele está preso desde o dia 8 de abril, em razão de investigação de irregularidades, apuradas pela operação Dolos

Wôlmer Ezequiel


O parlamentar está preso na penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, desde o dia 8 de abril.


Em documento entregue na Câmara nesta terça-feira (13), sete denunciantes (entre eles os promotores Fábio Finotti, Bruno Schiavo, Francisco Ângelo e o delegado Gilmaro Alves) apresentaram ao presidente da Câmara de Ipatinga, Jadson Heleno (SD), uma representação por quebra de decoro parlamentar, do vereador Osimar Barbosa, Masinho (PSC). O Diário do Aço teve acesso às informações no fim da tarde de hoje. O parlamentar está preso na penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, desde o dia 8 de abril.


Entre os fatos apresentados no texto, estão que o vereador Osimar praticava atos ilícitos, no exercício do cargo público, uma vez que estabeleceu um sistema de exigência de vantagens indevidas, imposto a todos os servidores indicados por ele, para ocuparem cargos na Câmara de Ipatinga e/ou na prefeitura de Ipatinga.

Tal esquema, aponta o documento, ficou comprovado por meio de investigação do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apurou até o momento, esquema criminoso, em funcionamento na Câmara, em que alguns parlamentares, entre os quais Masinho, exigiam parte da remuneração dos servidores públicos.

“No caso do representado, a situação causa espécime, uma vez que o valor arrecadado por ele e seus cúmplices, que ocupavam os cargos de chefe de gabinete e assessor parlamentar, superou e muito, o valor captado pelos colegas, chegando a recolher até R$ 4 mil por mês de cada servidor”.

Entre outros pontos mencionados, os denunciantes listam diversas situações que afetam a dignidade e a respeitabilidade do parlamento, não restando dúvidas que o representado Osimar feriu a honorabilidade da Câmara de Ipatinga.

O pedido dos denunciantes é que seja a representação recebida e processada, nos termos do decreto-lei 201/67 (que dispõe sobre a responsabilidade dos prefeitos e vereadores, e dá outras providências) e do regimento interno da Casa, culminando com a cassação do mandato do vereador Osimar Barbosa.

Entenda
São investigados dentro da operação Dolos, José Geraldo Andrade (Avante), Luiz Márcio, Osimar Barbosa (PSC), Paulo Reis, Antônio Rogério Bento, Rogerinho (sem partido), Wanderson Gandra e o vereador Gilmar Ferreira Lopes, além da filha dele, Gilcelia de Oliveira Lopes Daniel, que atuava no gabinete do pai mesmo sem ser nomeada. Está preso também Rodrigo Vieira Ramalho (gabinete de Masinho). Os vereadores, ex-vereadores e assessores são acusados dos crimes de peculato, falsidade ideológica, concussão e lavagem de dinheiro. Alguns deles ainda respondem por ameaças e tentativa de obstrução da Justiça por dificultar as investigações do Gaeco.

Acompanhe mais informações nesta quarta-feira (14).

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Comentários

Andre@hotmail.com 14 de Agosto, 2019 | 06:37
Parabéns e esses valorosos policiais. A dúvida é, porque os próprios palamentares não fizeram, como ocorreu com um outro? As eleições vêm aí, e nossos vereadores devem agir rápido, caso contrário cairão no descrédito. Se cassaram um, porque não farão com o outro, só porque é situação?

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