04 de agosto, de 2019 | 11:00

Superintendente Regional de Saúde avalia situação de hospitais na região

Com o contrato com a mantenedora do Hospital Vital Brazil próximo ao vencimento, o superintendente explica que o estado trabalha para a renovação desse contrato, que se encerra no fim desse mês

Wôlmer Ezequiel
Ernany de Oliveira destacou que a suspensão parcial no Vital Brazil/São Camilo e o fechamento do hospital em Caratinga não causaram impactos significativos  Ernany de Oliveira destacou que a suspensão parcial no Vital Brazil/São Camilo e o fechamento do hospital em Caratinga não causaram impactos significativos

Os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no Hospital Vital Brazil/São Camilo, em Timóteo, ainda estão suspensos, de forma parcial. Apenas os casos de emergência e muita urgência são atendidos pelo SUS na entidade hospitalar, desde o dia 8 de julho. Em entrevista ao Diário do Aço, o superintendente Regional de Saúde, Ernany de Oliveira, informou que toda essa situação é observada com cautela, porém, ele acredita que mesmo com essa suspensão parcial, não houve impactos alarmantes no município e região.

Com o contrato com a mantenedora do Hospital Vital Brazil próximo ao vencimento, o superintendente explica que o estado trabalha para a renovação desse contrato, que se encerra no fim desse mês. “Estamos buscando essa renovação e também uma possível ampliação do número de leitos para o SUS. Eu queria até aproveitar para avisar à população que o hospital continua atendendo pelo SUS, quem precisar de um atendimento de emergência ou muita urgência, pode procurar a unidade que será atendido, ao contrário do que muitos pensam”, afirmou Ernany.

Impactos
Na avaliação do superintendente, essa suspensão parcial dos atendimentos no Hospital Vital Brazil/São Camilo não impacta, consideravelmente, as unidades hospitalares da região. “Timóteo tem uma unidade que atende 24 horas, apesar de não ser uma UPA. O Centro de Saúde João Otávio é uma unidade de urgência e emergência, mas que ao longo dos anos, tem cumprido um papel fundamental no município. Esperamos ainda que a reabertura da UPA de verdade em Timóteo melhore na assistência para região. Mas com essa suspensão parcial dos atendimentos no hospital não houve um impacto tão grande. É importante também ressaltar que a população pode procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) quando precisarem, porque cerca de 70% das pessoas que vão ao hospital ou à UPA podem ter seu problema resolvido em uma unidade básica próxima a sua casa”, citou.

Hospital de Caratinga
Após quatros meses com as portas fechadas, o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora (HNSA), em Caratinga, foi reaberto no dia 22 de julho e retomou os atendimentos de forma gradativa. Conforme o Ernany de Oliveira, a Superintendência Regional de Saúde (SRS) ficou muito satisfeita com essa notícia da reabertura do HNSA. “Desde março, quando o hospital suspendeu os atendimentos, fizemos várias reuniões, com prefeitos da região e na Secretaria de Estado de Saúde. Com isso, conseguimos, em conjunto com todos os envolvidos, ter essa reabertura do hospital”, afirmou.

Em relação ao impacto causado pelo fechamento do HNSA em Caratinga e região, o superintendente revelou que foi muito sentido nos primeiros dias, porém, foi possível reverter essa situação, por meio de um plano de contingência. “Ainda na primeira semana após o fechamento do hospital, fizemos um trabalho conjunto entre a UPA e o Hospital Irmã Denise CASU. Dessa forma, toda demanda de saúde de Caratinga foi absorvida, fazendo com que o deslocamento de pacientes, buscando atendimento em nossa região, não fosse tão significativo. Observamos que, nesse período, aproximadamente 7% da população da microrregião de Caratinga buscou o atendimento na nossa região. Houve também as transferências via SUS-Fácil de Caratinga para os hospitais da região, o que contribui muito para a efetivação do plano de contingência”, destacou.

Bom Jesus do Galho
Conforme já foi divulgado pelo Diário do Aço, o Hospital da Associação Mineira de Assistência à Saúde (Aminas), em Bom Jesus do Galho, encerrou suas atividades pelo SUS no dia 1º de março desse ano, devido ao atraso no repasse de verba, por parte do governo estadual. Na entrevista ao Diário do Aço, o superintendente Ernany de Oliveira afirmou que ainda não há previsão da retomada dos atendimentos. “É um hospital importante para a região, mas com a reabertura do HNSA em Caratinga, entendemos que vai absorver bem a demanda de Bom Jesus do Galho e municípios próximos”, explicou Ernany.

Pagamentos em atraso
A respeito dos pagamentos dos recursos da saúde, em atraso, o superintendente regional afirmou que, por enquanto, não foi apresentado um cronograma de quitação de dívidas. “Ainda não tem um plano, mas a partir de junho desse ano, o estado começou a fazer uma previsibilidade de pagamento, garantindo o repasse de programas essenciais que ajudam na manutenção de serviços de saúde”, salientou.

O superintendente Ernany ressaltou que em relação ao Rede Resposta, que é um recurso de um programa do estado para ajudar o incentivo a porta de entrada de urgência e emergência, o governo estadual já está pagando desde o mês passado 100% desse recurso e o Pro-Hosp, que é um programa de fortalecimento da gestão hospitalar, o estado está pagando 75% e para os demais recursos de outros programas, também já está pagando 100%. “Com isso, só o Pro-Hosp que o estado não conseguiu manter o pagamento total. Então todos os hospitais têm garantido esses repasses até dezembro desse ano”, pontuou.

Ernany de Oliveira acrescentou que o valor exigido pelos médicos do Hospital Vital Brazil/São Camilo não tem como ser pago, por enquanto. “São R$ 2,2 milhões aproximadamente, que o estado não tem condições de quitar, não só com o Vital Brazil, mas com qualquer outro hospital nesse momento. Entendemos as necessidades e que estão passando por um momento financeiro muito complicado, assim como os municípios e o próprio estado, mas a gente precisa de buscar essas parcerias e aproximar dessas pessoas para mostrar que estamos fazendo o que pode nesse momento”, concluiu. (Repórter - Tiago Araújo)

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