Rodoviários recebem orientação para aderir à paralisação geral amanhã

Motoristas e cobradores deverão aderir a movimento contrário ao modelo de reforma da previdência apresentado pelo governo

Wôlmer Ezequiel


Marlúcio Negro informou que ainda não é possível mensurar o número de rodoviários que vai paralisar as atividades

Assim como outras categorias que já aderiram à paralisação geral, marcada para sexta-feira (14), os trabalhadores das empresas concessionárias do transporte coletivo de passageiros no Vale do Aço também devem participar do movimento, que ocorrerá em várias cidades do país. O protesto é contra o modelo da reforma da Previdência, proposto pelo governo federal, além de outras medidas.

Em entrevista ao Diário do Aço, na tarde dessa quarta-feira (12), o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Coronel Fabriciano (Sinttrocel), Marlúcio Negro da Silva, informou que o sindicato vai participar da paralisação geral e que a categoria recebeu orientação para aderir ao movimento. “Não sabemos ainda quantos trabalhadores vão parar na sexta-feira ou qual será o tempo de duração. Apenas no dia da paralisação que vamos saber. Mas estamos orientando os rodoviários a pararem. O sindicato vai realizar também uma carreata pelas ruas de Fabriciano e Timóteo, na parte da manhã, e de tarde a concentração será na praça 1º de Maio, em Ipatinga”, afirma Marlúcio.

Por causa dessa orientação do Sinttrocel, o sindicalista ressalta que os usuários de ônibus precisam ficar atentos na sexta-feira (14). “Quem for utilizar o transporte público nesse dia da paralisação geral tem que se preparar, porque pode ser que na hora não tenha ônibus circulando”, alerta.

O presidente do Sinttrocel também explica que o sindicato não é contra a reforma da Previdência, mas sim contra o modelo que foi apresentado pelo governo federal ao congresso. “Nós entendemos que é preciso ter uma mudança nesse regime, mas do jeito que está esse projeto da reforma da Previdência, será um desastre para os trabalhadores, principalmente, os mais humildes. Por isso que somos contra esse modelo apresentado”, detalhou.

Também os professores deverão aderir ao movimento convocado para amanhã. Os representantes da categoria evitaram falar ontem em número de adesões ao movimento, dado que deverá ser divulgado nessa quinta-feira.

Reunião dos governadores
Na terça-feira (11), os 25 chefes de governos estaduais que participaram da 5ª Reunião do Fórum de Governadores condicionaram o apoio à reforma da Previdência à exclusão, no texto final da matéria, dos pontos relativos à previdência rural, ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), à desconstitucionalização e à criação de um regime de capitalização do benefício.

Alguns governadores disseram que o apoio dependerá ainda da inclusão de pontos relativos à redução, de 60 para 55 anos, da idade mínima para a aposentadoria de professoras e da eliminação de alguns privilégios dados a policiais militares.

Os governadores vão aguardar a reunião de bancadas, a proposta do relator e o encaminhamento, para confirmar se as sugestões por eles apresentadas serão consolidadas pelo relator da matéria.

Já publicado

Bancários de Ipatinga e região vão paralisar atividades em greve geral dia 14
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Comentários

Antônio José Ferreira 13 de Junho, 2019 | 16:36
Fico pensando como os trabalhadores ficam sendo precionados a participarem de uma paralisação simplesmente política. No tempo dos desgovernos do PT e PSDB eles deitaram e rolaram sobre nós e ninguém se manifestou. A previdência piorou no governo FHC quando foi colocado o tal fator previdenciário e daí para cá ficou uma merda. Ninguém reagiu agora e fica essa putaria. Por isso os sindicatos tem que sumir, são todos atrelados aos patrões, tudo pelego. Acorda trabalhador, deixe de ser boi de piranha.
Arthur 13 de Junho, 2019 | 12:15
Se os sindicatos tivessem preocupado com os pobres teriam feito essa greve no governo Dilma... os verdadeiros interesses são políticos e como sempre o cidadão vai ser prejudicado sem ter como ir trabalhar ou estudar... o mesmo vale para a greve dos estudantes, tudo hipócrita...
João Paulo 13 de Junho, 2019 | 10:53
Eu apoio o fim dos sindicatos
Cidadão Indignado 13 de Junho, 2019 | 09:42
Ah é, isso não tem nada a ver com a cobrança da prefeitura de Ipatinga sobre as reais condições de funcionamento da empresa Saritur na cidade.

Conforme matéria divulgada aqui no dia 11/06/2019, https://www.diariodoaco.com.br/noticia/0069029-presidente-da-camara-de-ipatinga-questiona-serviao-de-transporte-coletivo:

"Em entrevista concedida nesta terça-feira (11), na Câmara de Ipatinga, o presidente da Casa, Jadson Heleno (SD), ao lado de parte de seu corpo técnico, afirmou que o serviço prestado pela Saritur, empresa concessionária do transporte coletivo na cidade, está aquém do que deveria, assim como existem incongruências nos dados apresentados sobre a gratuidade oferecida a parte dos usuários e a quantidade de veículos que circulam.

Conforme o presidente, desde 2017, quando iniciou a fiscalização do transporte público, por meio de seu mandato, fez reivindicações, que não foram atendidas. "Agora em 2019, voltamos às ruas e fomos às nove regionais de Ipatinga, onde nos deparamos com um transporte ineficiente, que não atende a população, com quadro de horários falho e itinerário que não contempla a todos. As pessoas têm dificuldade de ir à UPA, por exemplo, além do problema enfrentado para se chegar à APAE. É uma vergonha", classifica.
No dia 2 de julho, uma audiência pública será realizada no Legislativo, que servirá para que outros desdobramentos sejam tirados."

E aqui deixo uma simples questão: Não seria conveniente realizar uma paralisação agora, neste momento, em que a prefeitura está pressionando a empresa, e dizer que o motivo da paralisação é outro?

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