Rodoviários recebem orientação para aderir à paralisação geral amanhã

Motoristas e cobradores deverão aderir a movimento contrário ao modelo de reforma da previdência apresentado pelo governo

13/06/2019 às 08:00
Wôlmer Ezequiel
Marlúcio Negro informou que ainda não é possível mensurar o número de rodoviários que vai paralisar as atividades

Assim como outras categorias que já aderiram à paralisação geral, marcada para sexta-feira (14), os trabalhadores das empresas concessionárias do transporte coletivo de passageiros no Vale do Aço também devem participar do movimento, que ocorrerá em várias cidades do país. O protesto é contra o modelo da reforma da Previdência, proposto pelo governo federal, além de outras medidas.

Em entrevista ao Diário do Aço, na tarde dessa quarta-feira (12), o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Coronel Fabriciano (Sinttrocel), Marlúcio Negro da Silva, informou que o sindicato vai participar da paralisação geral e que a categoria recebeu orientação para aderir ao movimento. “Não sabemos ainda quantos trabalhadores vão parar na sexta-feira ou qual será o tempo de duração. Apenas no dia da paralisação que vamos saber. Mas estamos orientando os rodoviários a pararem. O sindicato vai realizar também uma carreata pelas ruas de Fabriciano e Timóteo, na parte da manhã, e de tarde a concentração será na praça 1º de Maio, em Ipatinga”, afirma Marlúcio.

Por causa dessa orientação do Sinttrocel, o sindicalista ressalta que os usuários de ônibus precisam ficar atentos na sexta-feira (14). “Quem for utilizar o transporte público nesse dia da paralisação geral tem que se preparar, porque pode ser que na hora não tenha ônibus circulando”, alerta.

O presidente do Sinttrocel também explica que o sindicato não é contra a reforma da Previdência, mas sim contra o modelo que foi apresentado pelo governo federal ao congresso. “Nós entendemos que é preciso ter uma mudança nesse regime, mas do jeito que está esse projeto da reforma da Previdência, será um desastre para os trabalhadores, principalmente, os mais humildes. Por isso que somos contra esse modelo apresentado”, detalhou.

Também os professores deverão aderir ao movimento convocado para amanhã. Os representantes da categoria evitaram falar ontem em número de adesões ao movimento, dado que deverá ser divulgado nessa quinta-feira.

Reunião dos governadores
Na terça-feira (11), os 25 chefes de governos estaduais que participaram da 5ª Reunião do Fórum de Governadores condicionaram o apoio à reforma da Previdência à exclusão, no texto final da matéria, dos pontos relativos à previdência rural, ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), à desconstitucionalização e à criação de um regime de capitalização do benefício.

Alguns governadores disseram que o apoio dependerá ainda da inclusão de pontos relativos à redução, de 60 para 55 anos, da idade mínima para a aposentadoria de professoras e da eliminação de alguns privilégios dados a policiais militares.

Os governadores vão aguardar a reunião de bancadas, a proposta do relator e o encaminhamento, para confirmar se as sugestões por eles apresentadas serão consolidadas pelo relator da matéria.

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