Bancários de Ipatinga e região vão paralisar atividades em greve geral dia 14

Entidade sindical explica que bancários vão se juntar as outras categorias contra a reforma da previdência proposta pelo governo

Divulgação


Assembleia definiu, na segunda-feira, que bancários participarão de mobilização contra reforma da Previdência, considerada por eles como prejudicial para os mais pobres
Atualizado às 17h47
Reunidos em assembleia no começo desta semana, empregados das instituições bancárias decidiram cruzar os braços em uma greve geral na sexta-feira (14). Em comunicado divulgado à imprensa nessa terça-feira (11), a entidade sindical informa que os bancários se juntarão a outras classes de trabalhadores em atos de protesto, contra a reforma da Previdência, que ocorrerão em cidades da Região Metropolitana do Vale do Aço.

“A greve geral, chamada por todas as centrais sindicais do país, é fundamental para barrar a reforma da Previdência (PEC 6/2019), proposta pelo governo Bolsonaro. O projeto fala em cortes de privilégios e economia enquanto inviabiliza a aposentadoria para a maioria dos brasileiros, reduz valores de benefícios e atinge principalmente os mais pobres, implementando um modelo de previdência comprovadamente falho em diversos países nos quais foi implantado”, informa a nota.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Ipatinga, José Carlos Bragança, explica que “num momento como este, em que o governo tenta acabar com a aposentadoria dos trabalhadores, os bancários não poderiam ficar de fora dessa luta, contra os danos que devem ser acarretados com essa tentativa de usurpar a nossa aposentadoria. Portanto decidimos, em assembleia, que iremos aderir à greve geral”.

Outras adesões

Além dos bancários de Ipatinga e região, outras categorias anunciam que vão aderir à paralisação na sexta-feira (14). Dentre elas, estão os professores e técnicos-administrativos do campus avançado do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), em Ipatinga. Com isso, não haverá atividades no campus. A principal pauta desses profissionais no protesto é o contingenciamento do repasse de verbas para universidades e institutos federais, anunciado pelo governo federal.
O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), subsede de Ipatinga, também informou que vai aderir ao movimento. Dessa forma, escolas municipais e estaduais da região não devem funcionar normalmente na sexta-feira (14).

Há também expectativa de adesão ao movimento por parte do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Coronel Fabriciano (Sinttrocel). Os professores e técnicos-administrativos do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) de Timóteo deliberaram pelo movimento da paralisação.
Além da paralisação geral, está marcada uma manifestação para sexta-feira (14), a partir das 14h, na Praça da Bíblia, no centro de Ipatinga. O protesto é organizado por sindicatos e trabalhadores.

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Comentários

Anderson 13 de Junho, 2019 | 21:34
Fora de realidade. Esses pseudo-sindicalistas vivem na Ilha da fantasia. Bancário fazer greve geral...é isso mesmo? Depois de aplicativos ninguém precisa ir fisicamente à uma agência. E os rodoviários...isso mesmo? A população está deixando de usar coletivo. Se atentem! Parem de atirar no próprio pé.
Quando é que esse pessoal vai cair na rea? Não tem refeição sem conta!
Ferreira 13 de Junho, 2019 | 06:52
Vcs são fanático pelo presidente, a reforma irá afetar somente os pobres, que será beneficiados são os empresários e os políticos, os salários altos dos politicos e dos policiais e etc não iram mudar, mais trabalhador que está ali no dia a dia no braçal irá mudar sim. A reforma deveria vim de cima p baixo e não de baixo p cima. O Zema foi um que reclamou que tem q ter a reforma da previdência mais p todos, pois já querem tirar município e estatuais fora da reforma e jogar na responsabilidade de cada municípios. Não irá ter reforma.
Martins 12 de Junho, 2019 | 17:55
...e um fascista fascinante deixa a gente ignorante fascinada...
Roberto 12 de Junho, 2019 | 09:44
faz me rir, numa crise de desemprego onde o país precisa é de produzir pra gerar riqueza e trabalho aí vem sindicatos que nunca fizeram nada para o crescimento do país falar em greve. Receberam dinheiro aos montes nos governos anteriores (diga-se PT) e nunca fizeram nada que influenciasse a geração de emprego.
H. A. Willian 12 de Junho, 2019 | 08:00
Dizem que a reforma é contra o mais pobre e que o meio fundamental de intervensão para impedir o progresso da mesma é por uma greve geral. Se estivessem realmente preoucupados com os mais pobres, o mínimo seria desnvolver uma proposta de intervenção que não atingisse os mais pobres. Não estão preocupados com o povo brasileiro coisa nenhuma! Estão preocupados com o fim dos privilégios. Agoras eles vêem medo na igualdade, pois é isso oque significa essa reforma, justa e igual para TODOS!
Joao 12 de Junho, 2019 | 06:44
Só calcular e ver a necessidade da reforma.a propósito a média expectativa de vida aumentou.mas tem gente para estes cálculos querem morrer mais cedo.ACORDA POVO.
João Paulo 11 de Junho, 2019 | 19:13
Os sindicatos não estão preocupados com o pobre,estão e com medo da mamata deles acabarem,e vai acabar.

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