HMC pode voltar a atender beneficiários do Ipsemg em junho, afirma deputado

Ainda de acordo com o deputado, o hospital estaria apto a retomar os atendimentos ainda neste mês caso essas três pendências sejam quitadas pelo estado

Arquivo DA


Segundo Celinho Sinttrocel, Hospital Márcio Cunha aguarda pagamento de R$ 282 mil para voltar a atender beneficiários do instituto

Em busca de uma solução para o retorno do atendimento aos beneficiários do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) no Hospital Márcio Cunha, em Ipatinga, o deputado estadual Celinho Sinttrocel vem articulando junto ao instituto o pagamento de débitos em atraso para o hospital. Esses débitos se acumulam desde 2018, devido à falta de repasses do Governo do Estado das arrecadações do órgão previdenciário dos servidores.

Conforme publicado pelo Diário do Aço na quarta-feira (22), a Fundação São Francisco Xavier (FSFX), mantenedora do hospital, informou, por meio de nota, que parte da dívida foi quitada e que ainda não há previsão da retomada dos atendimentos. Segundo o deputado, que recebeu informações do diretor da FSFX, José Carlos de Carvalho Gallinari, não é possível voltar com os atendimentos por causa da permanência da instituição na Provisão Devedor Duvidoso (PDD) por conta de três pagamentos ainda em aberto, referentes ao mês de dezembro/2018 e ao mês de janeiro/2019, somando R$ 282 mil.

Ainda de acordo com o deputado, o hospital estaria apto a retomar os atendimentos ainda neste mês caso essas três pendências sejam quitadas pelo estado e mediante um acordo de regularidade dos pagamentos para que não se acumulem vencimentos por mais de 90 dias.

Celinho Sinttrocel informou que negocia junto ao Ipsemg o acerto imediato destas pendências e cobra a elaboração de um cronograma que possa atestar a regularidade dos pagamentos. “Foram cirurgias, consultas e exames suspensos. Muitos servidores estão em situação difícil, tendo em vista o parcelamento dos salários há muito tempo, e o atendimento pelo Márcio Cunha é fundamental para a saúde dos trabalhadores. Todo mês é descontada a participação dos servidores e este recurso tem de ser utilizado para o fim ao qual é destinado e não para fazer caixa para o Governo”, enfatizou o parlamentar.

O deputado estadual relembrou ainda que a destinação dos recursos do Ipsemg foi ponto polêmico na votação da Reforma Administrativa na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e que, com a aprovação de emenda de sua autoria ao PL da Reforma, o Ipsemg permaneceu na Secretaria de Planejamento e garantiu ao órgão a autonomia administrativa e financeira para gerir os recursos que são provenientes da participação dos servidores públicos.

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