Material recolhido pelo Gaeco volta a almoxarifado

Justiça devolve à Câmara de Ipatinga material apreendido com chefe de gabinete parlamentar


Chefe de gabinete disse que ''guardava'' em casa material entregue para uso no trabalho do seu vereador
Foi devolvido ao almoxarifado de patrimônio da Câmara de Ipatinga, nessa segunda-feira (6), todo o material de escritório de propriedade da Câmara de Ipatinga e que foi apreendido dia 8 de abril por investigadores do Grupo de Atuação Especial de combate ao Crime Organizado (Gaeco) na casa de Rodrigo Vieira Ramalho, de 35 anos, chefe de gabinete do vereador Osimar Barbosa Gomes, o Masinho (PSC). Os materiais estavam na 1ª Vara Criminal da Comarca de Ipatinga e foram levados de volta ao Legislativo nessa segunda-feira.

Quando do cumprimento de mandados de busca e apreensão em uma das fases da Operação Dolos, investigadores descobriram os materiais de escritório de propriedade da Câmara de Ipatinga armazenados na residência do assessor.
Com isso, além da prisão preventiva decretada pela Justiça Criminal da Comarca de Ipatinga, contra o vereador e o assessor, a operação também resultou em um flagrante de peculato, por parte do chefe de gabinete. Peculato é o crime que consiste na subtração ou desvio de dinheiro ou bens públicos para proveito próprio ou alheio, por funcionário público que os administra ou guarda.

Os investigadores depararam com quarenta pacotes com papel tamanho A4 da marca Chamex, envelopes pardos, pastas, clipes, canetas, copos descartáveis, entre outros objetos de escritório na casa do assessor. Em depoimento na sede do Gaeco, Rodrigo afirmou que todo o material encontrado em sua casa era mesmo da Câmara de Ipatinga e que apenas o guardava em casa, pois os materiais “sumiam” no gabinete.

O assessor informou que normalmente gastam-se de três a quatro pacotes de papel A4 no gabinete e que os materiais são entregues pelo almoxarifado da Câmara no começo de cada mês. Os materiais eram entregues no gabinete e ele os levava para casa, para guardar. E Levava de volta ao gabinete quando havia demanda.

Perguntado como o material do gabinete foi transportado e se acumulou em sua casa, Rodrigo disse que foi um a um, ou mais, por mês. Entretanto, negou que tenha feito uso pessoal do material da Câmara bem como afirmou que nunca o vendeu.
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Comentários

Palhaço 07 de maio, 2019 | 09:20
Bom Retiro, pelo que acompanhei mo inicio, somente 3 vereadores que não estão sendo investigados, Lene, Cassinha e Guedes, o resto todos estão. A população esta aguardando e uma mulher subir.
Bom Retiro 07 de maio, 2019 | 01:09
É verdade que o Tonico vai ser manchete a qualquer momento???

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