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Carga de medicamentos é avaliada em mais de R$ 15 mil
Policiais Civis e militares cedidos ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriram na manhã dessa sexta-feira outros mandados de busca e apreensão, dessa vez, contra o empresário A.C.F., de 54 anos, e ex-funcionários da Câmara Municipal de Ipatinga, em um desdobramento da Operação Dolos, para investigar agiotagem em desfavor de assessores parlamentares.
Segundo apontam investigações, um ex-assessor do vereador Gilmar Ferreira Lopes, o Gilmarzinho (PTC), preso ontem com sua filha, fazia do seu trabalho um ‘balcão de negócios’, aproveitando-se das dificuldades financeiras de seus pares para empréstimos de valores a juros considerados extorsivos (10% ao mês).
Nas buscas, diversos documentos foram encontrados no apartamento do alvo da operação, inclusive, documentos relacionados a funcionários da câmara. Os detalhes estão sob sigilo para não atrapalhar as investigações, visto que o caso envolve outras pessoas.
Não se descarta, entretanto, o cumprimento de novos mandados a qualquer momento nesse fim de semana. Outro fato que chamou a atenção dos agentes policiais foi a quantidade de medicamentos encontrada no apartamento. Conforme uma fonte ouvida pelo Diário do Aço, não está descartada a possibilidade de serem medicamentos extraviados, o que ainda será melhor investigado.
Segundo os investigadores, a carga de medicamentos encontrada está avaliada em mais de quinze mil reais.
Entenda:
O vereador de Ipatinga, Gilmar Ferreira Lopes, o Gilmarzinho (PTC), foi preso na tarde desta quinta-feira (25), depois de se apresentar à polícia. Investigado no âmbito da Operação Dolos, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), que apura desvio de dinheiro público em gabinetes de parlamentares em Ipatinga, o vereador tinha um mandado de prisão expedido pela Justiça Criminal.
Já a filha do vereador, Gilcelia de Oliveira Lopes Daniel, de 36 anos, foi presa em sua residência, no bairro Bom Jardim. Ela é investigada como suspeita de gerenciar um esquema de caixinha de gabinete, formada com parte dos salários recolhida dos assessores de gabinete do pai. Pelo mesmo motivo, outros seis vereadores são investigados e já foram presos pelo Gaeco, dos quais quatro já renunciaram aos mandatos.
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