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Vereador era procurado pelo Gaeco
Com mandado de prisão expedido pela Justiça, investigado por mau uso do dinheiro público em seu gabinete, entre outros delitos, o vereador Antônio Rogério Bento (PSL), entregou se hoje por volta das 10h30 na delegacia da Polícia Civil em Ipatinga. O vereador era considerado foragido.
Em entrevista na segunda-feira (18), os integrantes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Ipatinga explicaram que a operação tem como intuito investigar atos ilícitos praticados por vereadores, envolvendo o recolhimento de parte do salário de assessores.
Na prática, as investigações apontam que alguns vereadores em Ipatinga contratavam pessoas com a finalidade de recolherem parte dos salários. As fraudes consistiam principalmente em três metodologias.
Na primeira, é feito o recebimento e entrega de valores em espécie ao representante do legislativo, segunda na retenção do cartão bancário com o repasse de ínfimo valor ao funcionário (que na verdade também não prestava serviço à Câmara Municipal de Ipatinga/funcionário fantasma), com a subsequente manipulação na folha de ponto, enquanto que, na terceira, o vereador determinava a realização de empréstimos bancários por parte de servidores com o saque e transferência para contas de interpostas pessoas (laranjas) visando maquiar o real destino dos valores.
Com vistas a angariar provas, na sexta-feira (15) foram cumpridos mandados de prisão, busca e apreensão em quatro gabinetes de vereadores, na Câmara de Ipatinga.
Conforme o promotor Bruno Schiavo, as buscas e apreensão na Câmara de Vereadores ocorreram após o oferecimento da denúncia à Justiça, ou seja, já existiam provas suficientes e indícios de que as pessoas denunciadas, entre elas, vereadores e alguns assessores, participaram da ação criminosa. “Então, dentro da Câmara, estávamos finalizando a fase investigativa e buscando angariar dentro dos gabinetes materiais que comprovassem àquelas provas que nós já tínhamos até então no procedimento investigatório”, informou.
Conforme o promotor Bruno Schiavo, a investigação atual teve início a partir de uma outra, que era oriunda de um vereador, até então, assessor parlamentar.
Com isso, passaram a apurar não somente o parlamentar, mas também toda a Câmara de Vereadores. “Nós começamos a investigação em 2016, que envolvia o vereador Rogerinho, que na época, era assessor de vereador. Oferecemos a denúncia à Justiça e partir de então, pedimos para que houvesse um desmembramento nessa investigação e o juiz autorizou para que nós continuássemos a apurar todas as propinas”, explicou.
Foragido
O promotor Bruno Schiavo ressaltou que na Operação Dolos, na sexta-feira, houve três mandados de prisão preventiva, desse total, dois foram cumpridos, conforme já noticiado pelo Diário do Aço, e um estava em aberto, o do vereador Rogerinho. À tarde foi preso o vereador Luiz Márcio (PTC) e, à noite, do assessor parlamentar Ivan Menezes, do gabinete do vereador Paulo Reis (Pross).
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