03 de novembro, de 2018 | 11:12

''Quati'' é morto no Ana Moura, terceiro homicídio no mês

Vítima foi encontrada morta na estrada de acesso para a área rural do Pelonha, na manhã deste sábado

Reprodução
Warley Ferreira tinha 41 anosWarley Ferreira tinha 41 anos

Warley Costa Ferreira, o Quati, de 41 anos, foi assassinado na madrugada de sábado (3), no terceiro homicídio registrado no mês de novembro ou seja, um por dia, em Timóteo. O crime foi praticado na avenida Ana Moura, no bairro Ana Moura, no acesso à localidade rural de Pelonha. Um suspeito foi identificado e está sendo procurado pela polícia.

Uma equipe da Polícia Militar deparou com a vítima caída no chão, já sem vida, com vários ferimentos na cabeça. O óbito foi constato com a chegada do resgate do Corpo de Bombeiros Militar, como apurou o Diário do Aço. A informação inicial que a PM recebeu é que Warley foi morto por causa de uma dívida de drogas.

A vítima estava em débito com Daniel Marcos de Araújo, de 39 anos, suspeito de comercializar drogas para um traficante na área conhecida como “Morro do Pé Sujo”. Na cobrança, houve uma discussão entre Daniel e Warley. A situação gerou uma briga violenta com os dois envolvidos.

Ainda segundo a denúncia anônima repassada para a PM, uma pessoa identificada apenas como “Jean” tentou apaziguar a situação, mas foi ameaçado pelo suspeito a não interferir. A agressão continuou até que Quati ficasse desacordado, gravemente ferido, e morreu antes de ser socorrido.

O perito criminal da Polícia Civil esteve no local do crime e autorizou a remoção do corpo para ao Instituto Médico-Legal de Ipatinga após os trabalhos periciais. As buscas continuam para a prisão do suspeito Daniel, além da possibilidade do envolvimento de outras pessoas no crime.

Violência contra a vida

Com a morte Warley subiu para 22 o número de homicídios em Timóteo somente em 2018, dez assassinatos em um período de 30 dias.

A maioria dos casos envolveu pessoas ligadas ao mundo do crime, principalmente o tráfico de drogas ilícitas, excetuando-se o caso do ex-aluno da Apae Marcos Vinícius Rodrigues Silva, de 24 anos, cujo autor confesso foi preso e alega que matou o jovem excepcional "por engano", quando ele entrou em sua casa no escuro, à noite, versão que ainda é apurada pela policia.
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